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Santiago, sua história e suas atrações imperdíveis

Santiago

Surpresa: a capital chilena de repente ficou descolada. Santiago sempre teve seu charme reconhecido – alta gastronomia, jardins projetados com perfeição, um famoso mercado de frutos do mar, o cenário esplêndido dos Andes – e, nos últimos anos, passou por uma metamorfose cultural. Para celebrar o bicentenário do Chile, a cidade investiu milhões de pesos na construção de novos e elegantes centros culturais, museus sólidos e parques gloriosos. A sofisticação dos bairros de Vitacura e El Golf floresceu com as novas e estilosas galerias de arte, o novo W Hotel começou a atrair celebridades para seu bar na cobertura, e o Barrio Brasil, negligenciando, porém ainda belo, ganhou vida nova com arte vibrante e modernos hostels. Talvez Santiago nunca seja tão glamorosa como o Rio de Janeiro nem dinâmica como Buenos Aires, mas se tornou mais do que uma parada a caminho da Patagônia chilena ou do Atacama. Subestimado, porém em ascensão, tornou-se um destino por si só.

 

Centro

O Río Mapocho com Santiago ao fundo
Foto por: 
IVAN VICENCIO/iStock/ThinkStock

 

O centro em forma de cunha é a parte mais antiga e movimentada de Santiago. É delimitado por três fronteiras difíceis de transpor: o Río Mapocho; a via expressa Autopista Central, que têm poucas pontes; e a Alameda, onde a ferrovia central testa sua habilidade com saltos. Arquitetonicamente, o centro está mais exuberante que elegante: prédios do século 19 deixados ao acaso ao lado de estranhas construções altas e brilhantes; e seus passeos (calçadões) com multidões estão repletos de lojas de roupas baratas e locais de fast-food. Escritórios do governo, o palácio presidencial e o distrito bancário também estão nessa área, que é, por isso mesmo, o centro da vida cívica; a maior parte dos turistas vai para conferir várias atrações de destaque.

 

Plaza de Armas

Vista da Plaza de Armas, em que se vê a Catedral Metropolitana de Santiago
Foto por: 
Israel Hervás/iStock/ThinkStock

 

Desde a fundação da cidade em 1541, a Plaza de Armas é seu coração simbólico. Em épocas coloniais, uma forca era sua aterradora peça central; hoje, há uma fonte em homenagem ao libertador Simón Bolívar, à sombra de mais de cem palmeiras chilenas. Pelos calçadões paralelos, Paseo Ahumada e Paseo Estado, estão dezenas de santiaguinos que passeiam pela praça nos fins de semana e em tardes ensolaradas durante a semana. Palhaços, vendedores de balões de hélio e barracas de lanches são alguns dos entretenimentos.

 

Catedral Metropolitana

Com vista para a Plaza de Armas está a neoclássica Catedral Metropolitana construída entre 1748 e 1800. Os bispos que celebram a missa no suntuoso altar têm motivo para se sentir perturbados; embaixo está a cripta onde seus antecessores estão enterrados.

 

Cerro San Cristóbal

Teleféricos e a vista impressionante do Cerro San Cristóbal
Foto por: 
Jose Luis Stephens/iStock/ThinkStock

 

As vistas mais arrebatadoras de Santiago você tem dos picos e a partir dos mirantes do Parque Metropolitano, mais conhecido como Cerro San Cristóbal. Com 722ha, o parque é a área verde mais extensa de Santiago, mas ainda é decididamente urbano: um funicular leva por diversas seções ajardinadas, e as estradas que o cortam foram projetadas menos para pedestres que para automóveis. O parque repousa ao norte de Bellavista e Providencia e possui entradas em ambas as regiões.

Uma estátua de 14m de altura, branca como a neve, da Virgen de la Inmaculada Concepción se ergue sobre o cumbre (cume) na extremidade do parque que fica em Bellavista. Os bancos a seus pés constituem a igreja a céu aberto onde o papa João Paulo II rezou uma missa em 1984. Durante anos, o transporte mais utilizado para chegar ao cume eram os funiculares; quando este guia foi escrito, o teleférico não estava funcionando, e o único transporte público para chegar ao topo era o funicular, que sobe 284m desde a Plaza Caupolicán, na extremidade norte do Pío Nono. Ele faz uma parada na metade do caminho no pequeno Zoológico Nacional. Apesar de não ser muito impressionante, o zoológico parece ser um dos únicos lugares no Chile onde se pode avistar com certeza o pequeno veado pudu, mascote do país. Note que o funicular para no zoológico na subida, mas não na descida.

 

Cerro Santa Lucía

Durante toda a subida da trilha, é possível observar a cidade
Foto por: 
Jose Luis Stephens/iStock/ThinkStock

 

Esse era um cerro de formação rochosa, até que o prefeito Benjamín Vicuña Mackenna o transformou em um lindo parque planejado no século 19, cujas alamedas gramadas são as preferidas de jovens casais. Uma rede de trilhas e escadarias de pedra íngremes leva por terraços até a Torre Mirador no alto. Em 1833, Charles Darwin impressionou-se com a vista – vale a subida.

 

Esta matéria faz parte do Guia Chile e Ilha de Páscoa da Lonely Planet.

Este artigo foi publicado em Maio de 2015 e foi atualizado em Maio de 2015.

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