Nepal

Atrações em Nepal

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  1. Hanuman Dhoka

    O complexo interno do palácio de Hanuman Dhoka foi originalmente fundado durante o período Licchavi (de 4 D.C. A 8 D.C.), mas a construção como é hoje foi, em sua maioria, realizada pelo rei Pratap Malla no século 17. O palácio real foi reformado várias vezes ao longo dos anos. As partes mais antigas são as menores – Sundari Chowk e Mohan Chowk – na porção norte do palácio (ambas fechadas ao público). O complexo originalmente abrigava 35 pátios e se estendia até a New Rd, mas o terremoto de 1934 reduziu o palácio aos 10 chowks (pátios) que tem hoje. As câmeras só são permitidas nos pátios, não no interior dos edifícios do complexo.

    A ajuda que Hanuman prestou ao nobre Rama durante os emocionantes eventos do Ramayana fez com que haja várias imagens do deus-macaco guardando várias entradas importantes. Aqui, trajando vermelho e protegida por um guarda-chuva, uma estátua de Hanuman marca a dhoka (entrada) para a Hanuman Dhoka e deu nome ao palácio. A estátua data de 1672 – o rosto do deus desapareceu há muito tempo sob uma demão de pasta de cinabre laranja aplicada por gerações de devotos.

    Suportes apoiando a bandeira de dois triângulos do Nepal ladeiam a estátua, e há um leão de pedra em cada lado dos portões do palácio, um montado por Shiva, o outro por sua mulher, Parvati. Acima dos portões, um nicho pintado em cores vibrantes é ilustrado pela figura central de uma versão tântrica furiosa de Krishna. No lado esquerdo, está o Krishna hindu, mais gentil e tradicionalmente em azul, acompanhado por duas de suas adoráveis gopi (leiteiras). No outro lado, estão o rei Pratap Malla e sua rainha.

    Nasal Chowk

    Assim que passa pelo portão frontal do Hanuman Dhoka, você entra imediatamente em seu chowk mais famoso. Embora o pátio tenha sido construído no período Malla, muitos dos edifícios ao redor da praça são construções posteriores do período Rana. Naquela altura, o Nasal Chowk era usado para coroações, uma prática que continuou ainda recentemente em 2001, com a coroação do rei Gyanendra. A plataforma de coroação fica no centro do pátio, e a Torre de Basantapur (Catmandu) ergue-se sobre a extremidade sul.

    O pátio retangular é alinhado no sentido norte-sul, e a entrada fica no canto noroeste. Logo na entrada, há uma porta surpreendentemente pequena mas belamente esculpida, que costumava conduzir até os aposentos privados dos reis Malla.

    Para além da porta, fica a ampla Estátua de Narsingha – o deus Vishnu em sua encarnação homem-leão estripando um demônio. Essa imagem de pedra foi construída por Pratap Malla em 1673, e a inscrição no pedestal explica que ele a colocou ali por medo de ter ofendido Vishnu ao dançar em trajes Narsingha. O Templo de Kabindrapur em Durbar Sq foi construído pelo mesmo motivo.

    A seguir, fica a Sisha Baithak, ou “câmara de audiências”, dos reis Malla. A varanda aberta aloja o trono Malla e contém retratos dos reis Shah.

    No canto nordeste do Nasal Chowk fica o Templo de Panch Mukhi Hanuman e seus cinco telhados redondos. Cada uma das cidades do vale tem um templo de cinco andares, embora o grande Templo Nyatapola de Bhaktapur seja, de longe, o mais conhecido. Hanuman é cultuado no templo em Catmandu, mas somente os sacerdotes podem entrar.

    Em nepaIês, nasal significa “aquele que dança”, e o nome “Nasal Chowk” vem da estátua do Shiva Dançante, escondida na câmara de paredes caiadas no lado nordeste do pátio.

    Tribhuvan Museum

    A parte do palácio a oeste do Nasal Chowk, com vista para a área principal de Durbar Sq, foi construída pelos Ranas entre meados e o final do século 19. Ironicamente, ela hoje abriga um museu que celebra o rei Tribhuvan (1911–55) e sua bem-sucedida revolta contra o regime dos Ranas, juntamente com os memoriais dos reis Mahendra (1955–72) e Birendra (1972–2001).

    Exposições intituladas, por exemplo, “Primeira infância real”, incluem algumas recriações fascinantes do quarto e do escritório do vaidoso rei, com efeitos pessoais genuínos que proporcionam vislumbres misteriosos de sua vida. Alguns objetos exibidos, como o pássaro empalhado preferido do rei (hoje em dia, com uma aparência um tanto desgastada), suas luvas de boxe, uma bengala com uma espada de mola escondida no lado de dentro e um aquário vazio e empoeirado, acrescentam momentos surreais. Há vários tronos magníficos, fotos de caça em abundância e, como não poderia faltar, uma coleção de moedas.

    Na metade do percurso dentro do museu, você desce antes de subir a escadaria íngreme da Torre de Basantapur (Catmandu), de nove andares e construída em 1770, que sofreu reformas extensivas antes da coroação do rei Birendra. As vistas para a cidade e o palácio a partir do topo são formidáveis. Os suportes ao longo da fachada da Torre de Basantapur (Catmandu), particularmente os que ficam de frente para a Basantapur Sq, são esculpidos com figuras eróticas.

    É difícil não passar correndo pela segunda parte do museu, cheia de recortes de jornais tediosos sobre o rei Mahendra (a cara do Peter Sellers), antes de encobrir o massacre do rei Birendra e parte da família real, realizado por seu filho em 2001. A saída do museu dá para o Lohan Chowk.

    Lohan Chowk e outros chowks

    O rei Prithvi Narayan Shah esteve envolvido na construção nas quatro torres vermelhas ao redor do Lohan Chowk . As torres representam as quatro cidades antigas do vale: Torre de Basantapur (Catmandu), Torre de Kirtipur, Torre de Bhaktapur (Lakshmi Bilas) e a Torre de Patan (Lalitpur, conhecida mais evocativamente como Bilas Mandir, ou “casa do prazer”).

    Os outros pátios do palácio atualmente estão fechados ao público, mas é possível espiá-los do Tribhuvan Museum, e é provável que reabram numa data futura.

    Ao norte de Lohan Chowk, Mul Chowk era completamente dedicado a funções religiosas dentro do palácio, e é configurado como um vihara, com um edifício de dois andares ao redor do pátio. Mul Chowk é dedicado a Taleju Bhawani, a deusa real dos Mallas, e sacrifícios são feitos a ela no centro do pátio durante o festival de Dasain.

    Um templo Taleju menor se ergue na ala sul da praça, e a imagem da deusa é transportada para cá do templo principal durante o festival de Dasain.

    Ao norte de Nasal Chowk fica Mohan Chowk , um pátio residencial usado pelos reis Malla. Ele data de 1649 e houve uma época em que os reis Malla tinham que nascer aqui para ter direito a usar a coroa (o último rei Malla, Jaya Prakash Malla, passou por grandes dificuldades durante o seu reino, mesmo sendo o herdeiro legítimo, porque tinha nascido noutro lugar). A bica dourada, conhecida como Sundhara, no centro do pátio traz água de Budhanilkantha, no norte do vale. Os reis Malla banhavam-se ritualisticamente aqui todas as manhãs.

  2. Patan Museum

    Antigamente residência dos reis Malla, a seção do palácio que circunda o Keshav Narayan Chowk agora abriga uma das melhores coleções de arte religiosa da Ásia. Inicialmente financiado pelo governo austríaco, o museu é um tesouro nacional e uma introdução inestimável à arte, arquitetura e ao simbolismo do vale.

    A coleção está exposta em uma série de salas em tijolo e madeira, interligadas por escadas estreitas e íngremes. Todas as centenas de estátuas, objetos esculpidos e votivos têm etiquetas informativas, permitindo a você identificar várias das deidades retratadas em todo o vale.

    Há também algumas exposições interessantes a respeito das técnicas utilizadas para criar esses objetos maravilhosos, incluindo a arte do repoussé e o método de fundição por “cera perdida”. A galeria H at, perto do café nos fundos do complexo, tem algumas fotos fascinantes de Patan na virada dos séculos 19 e 20.

    Você precisa de pelo menos uma hora – e, preferivelmente, duas – para uma visita digna do palácio, e vale a pena fazer uma pausa no excelente Museum Café antes da próxima etapa do passeio. O museu tem também uma loja que vende reproduções das obras exibidas no interior. Para uma pequena amostra dos destaques do museu e da história da reforma realizada, vá ao site www.asianart.com/patan-museum. Não é permitido fotografar.

  3. Templo Dourado (Kwa Bahal)

    Este mosteiro budista único fica ao norte da Durbar Sq. Foi supostamente fundado no século 12 e existe na sua localização atual desde 1409. O acesso é através de uma entrada estreita de pedra à direita, ou por outra de madeira à esquerda, dentro de um dos bahals interligados no lado norte de Nakabhil.

    Entrando pela direita, repare nos leões vistosos e na assinatura de Krishnabir, de 1886, mestre canteiro que esculpiu o friso de deidades budistas na linda entrada. A segunda entrada leva ao pátio principal do Templo Dourado, assim chamado devido às placas de metal dourado que cobrem a maior parte da frente. Sapatos e artigos de couro têm de ser removidos ao entrar no pátio interno. Preste atenção nas tartarugas de bobeira pelo complexo – são as guardiãs do templo. O sacerdote-mor do templo é um menino de menos de 12 anos de idade, que serve por 30 dias antes de passar o trabalho para outro menino.

    O templo em si é um exemplo magnífico de arquitetura de pátios de templos. Duas estátuas de elefantes guardam a entrada, e a fachada é coberta por várias figuras de budas reluzentes. Dentro do santuário principal, está uma bela estátua de Sakyamuni (é proibido fotografar). À esquerda do pátio, há uma estátua de Green Tara, e no canto direito, uma do Bodhisattva Vajrasattva vestindo um impressionante manto verde e prata.

    Em frente ao templo principal, há um santuário menor contendo uma chaitya (pequena estupa) “auto-erguida” (swayambhu) . Os quatro cantos do pátio têm estátuas dos quatro Lokeshvaras (encarnações de Avalokiteshvara) e quatro macacos segurando jacas como oferendas. Uma escadaria conduz a uma capela no andar de cima dedicada ao Avalokiteshvara, um buda de oito braços, forrada de afrescos no estilo tibetano, incluindo uma Roda da Vida. Finalmente, ao deixar o templo, olhe para o alto para ver uma mandala Kalachakra em relevo montada no teto.

    Vale a pena descer até a Durbar Sq e conhecer o pequeno templo de dois andares, o Uma Maheshwar, e o belo templo de pedra de Gauri Shankar, no estilo indiano shikhara. No outro lado da rua, está o budista Maru Mandapa Mahavihar, num pequeno pátio.