Nepal

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  1. Bhojan Griha

    Na mesma linha do Bhanchha Ghar, mas talvez mais ambicioso, o Bhojan Griha está localizado numa mansão de 150 anos recentemente restaurada em Dilli Bazaar, a leste do centro da cidade. Vale a pena comer aqui só para conferir a restauração imaginativa desse belo edifício antigo, que já foi residência da casta de sacerdotes reais. Grande parte dos assentos é tradicional – ou seja, almofadas no chão –, embora sejam, na verdade, cadeiras sem as pernas, o que poupa as costas e os joelhos. Num esforço para reduzir o desperdício, não se usa plástico e a água mineral é comprada a granel e vendida por copo.

  2. Babar Mahal Revisited

    Construído originalmente em 1919, este complexo único de antigos edifícios externos do palácio de Rana foi reformado para abrigar um labirinto de lojas de roupas chiques, de produtos feitos à mão e galerias de designers, assim como restaurantes e bares sofisticados. O público-alvo são expatriados e residentes ricos, portanto os preços são tão altos quanto a qualidade. Fica na zona sudeste da cidade, perto dos escritórios do governo de Singh Durbar.

  3. Casino Royale

    Tire o smoking da mochila, ensaie a sua melhor imitação de Sean Connery (“Aaah, Mish Moneypenny…”) e rume direto para este antigo palácio Rana no Yak & Yeti Hotel. Circule pelas mesas por um tempo – não das mesas de jogos! – e os funcionários oferecem bebidas gratuitas e o bufê do jantar, embora, infelizmente, as dançarinas russas tenham retornado a Moscou.

  4. Hanuman Dhoka

    O complexo interno do palácio de Hanuman Dhoka foi originalmente fundado durante o período Licchavi (de 4 D.C. A 8 D.C.), mas a construção como é hoje foi, em sua maioria, realizada pelo rei Pratap Malla no século 17. O palácio real foi reformado várias vezes ao longo dos anos. As partes mais antigas são as menores – Sundari Chowk e Mohan Chowk – na porção norte do palácio (ambas fechadas ao público). O complexo originalmente abrigava 35 pátios e se estendia até a New Rd, mas o terremoto de 1934 reduziu o palácio aos 10 chowks (pátios) que tem hoje. As câmeras só são permitidas nos pátios, não no interior dos edifícios do complexo.

    A ajuda que Hanuman prestou ao nobre Rama durante os emocionantes eventos do Ramayana fez com que haja várias imagens do deus-macaco guardando várias entradas importantes. Aqui, trajando vermelho e protegida por um guarda-chuva, uma estátua de Hanuman marca a dhoka (entrada) para a Hanuman Dhoka e deu nome ao palácio. A estátua data de 1672 – o rosto do deus desapareceu há muito tempo sob uma demão de pasta de cinabre laranja aplicada por gerações de devotos.

    Suportes apoiando a bandeira de dois triângulos do Nepal ladeiam a estátua, e há um leão de pedra em cada lado dos portões do palácio, um montado por Shiva, o outro por sua mulher, Parvati. Acima dos portões, um nicho pintado em cores vibrantes é ilustrado pela figura central de uma versão tântrica furiosa de Krishna. No lado esquerdo, está o Krishna hindu, mais gentil e tradicionalmente em azul, acompanhado por duas de suas adoráveis gopi (leiteiras). No outro lado, estão o rei Pratap Malla e sua rainha.

    Nasal Chowk

    Assim que passa pelo portão frontal do Hanuman Dhoka, você entra imediatamente em seu chowk mais famoso. Embora o pátio tenha sido construído no período Malla, muitos dos edifícios ao redor da praça são construções posteriores do período Rana. Naquela altura, o Nasal Chowk era usado para coroações, uma prática que continuou ainda recentemente em 2001, com a coroação do rei Gyanendra. A plataforma de coroação fica no centro do pátio, e a Torre de Basantapur (Catmandu) ergue-se sobre a extremidade sul.

    O pátio retangular é alinhado no sentido norte-sul, e a entrada fica no canto noroeste. Logo na entrada, há uma porta surpreendentemente pequena mas belamente esculpida, que costumava conduzir até os aposentos privados dos reis Malla.

    Para além da porta, fica a ampla Estátua de Narsingha – o deus Vishnu em sua encarnação homem-leão estripando um demônio. Essa imagem de pedra foi construída por Pratap Malla em 1673, e a inscrição no pedestal explica que ele a colocou ali por medo de ter ofendido Vishnu ao dançar em trajes Narsingha. O Templo de Kabindrapur em Durbar Sq foi construído pelo mesmo motivo.

    A seguir, fica a Sisha Baithak, ou “câmara de audiências”, dos reis Malla. A varanda aberta aloja o trono Malla e contém retratos dos reis Shah.

    No canto nordeste do Nasal Chowk fica o Templo de Panch Mukhi Hanuman e seus cinco telhados redondos. Cada uma das cidades do vale tem um templo de cinco andares, embora o grande Templo Nyatapola de Bhaktapur seja, de longe, o mais conhecido. Hanuman é cultuado no templo em Catmandu, mas somente os sacerdotes podem entrar.

    Em nepaIês, nasal significa “aquele que dança”, e o nome “Nasal Chowk” vem da estátua do Shiva Dançante, escondida na câmara de paredes caiadas no lado nordeste do pátio.

    Tribhuvan Museum

    A parte do palácio a oeste do Nasal Chowk, com vista para a área principal de Durbar Sq, foi construída pelos Ranas entre meados e o final do século 19. Ironicamente, ela hoje abriga um museu que celebra o rei Tribhuvan (1911–55) e sua bem-sucedida revolta contra o regime dos Ranas, juntamente com os memoriais dos reis Mahendra (1955–72) e Birendra (1972–2001).

    Exposições intituladas, por exemplo, “Primeira infância real”, incluem algumas recriações fascinantes do quarto e do escritório do vaidoso rei, com efeitos pessoais genuínos que proporcionam vislumbres misteriosos de sua vida. Alguns objetos exibidos, como o pássaro empalhado preferido do rei (hoje em dia, com uma aparência um tanto desgastada), suas luvas de boxe, uma bengala com uma espada de mola escondida no lado de dentro e um aquário vazio e empoeirado, acrescentam momentos surreais. Há vários tronos magníficos, fotos de caça em abundância e, como não poderia faltar, uma coleção de moedas.

    Na metade do percurso dentro do museu, você desce antes de subir a escadaria íngreme da Torre de Basantapur (Catmandu), de nove andares e construída em 1770, que sofreu reformas extensivas antes da coroação do rei Birendra. As vistas para a cidade e o palácio a partir do topo são formidáveis. Os suportes ao longo da fachada da Torre de Basantapur (Catmandu), particularmente os que ficam de frente para a Basantapur Sq, são esculpidos com figuras eróticas.

    É difícil não passar correndo pela segunda parte do museu, cheia de recortes de jornais tediosos sobre o rei Mahendra (a cara do Peter Sellers), antes de encobrir o massacre do rei Birendra e parte da família real, realizado por seu filho em 2001. A saída do museu dá para o Lohan Chowk.

    Lohan Chowk e outros chowks

    O rei Prithvi Narayan Shah esteve envolvido na construção nas quatro torres vermelhas ao redor do Lohan Chowk . As torres representam as quatro cidades antigas do vale: Torre de Basantapur (Catmandu), Torre de Kirtipur, Torre de Bhaktapur (Lakshmi Bilas) e a Torre de Patan (Lalitpur, conhecida mais evocativamente como Bilas Mandir, ou “casa do prazer”).

    Os outros pátios do palácio atualmente estão fechados ao público, mas é possível espiá-los do Tribhuvan Museum, e é provável que reabram numa data futura.

    Ao norte de Lohan Chowk, Mul Chowk era completamente dedicado a funções religiosas dentro do palácio, e é configurado como um vihara, com um edifício de dois andares ao redor do pátio. Mul Chowk é dedicado a Taleju Bhawani, a deusa real dos Mallas, e sacrifícios são feitos a ela no centro do pátio durante o festival de Dasain.

    Um templo Taleju menor se ergue na ala sul da praça, e a imagem da deusa é transportada para cá do templo principal durante o festival de Dasain.

    Ao norte de Nasal Chowk fica Mohan Chowk , um pátio residencial usado pelos reis Malla. Ele data de 1649 e houve uma época em que os reis Malla tinham que nascer aqui para ter direito a usar a coroa (o último rei Malla, Jaya Prakash Malla, passou por grandes dificuldades durante o seu reino, mesmo sendo o herdeiro legítimo, porque tinha nascido noutro lugar). A bica dourada, conhecida como Sundhara, no centro do pátio traz água de Budhanilkantha, no norte do vale. Os reis Malla banhavam-se ritualisticamente aqui todas as manhãs.

  5. Himalayan Encounters

    Esta empresa tem uma reputação sólida. As viagens até Trisuli (um/dois dias US$55/95) têm estadia no Trisuli Center camp, perto da praia de Big Fig, e as subidas à região de Seti partem de Bandipur.

  6. Hotel Shanker

    Não há lugar algum na cidade que se assemelhe a este antigo palácio Rana – o tipo em que você espera ver um velho príncipe Rana caminhando a passos vagarosos por um dos corredores de madeira. A conversão feita no palácio significa que os quartos são idiossincráticos, com alguns distribuídos em dois andares e com meias-janelas minúsculas, mas todos são confortáveis. Se quiser uma grandiosidade genuína, tem de descer até os salões de refeições e espaço de conferências do Durbar Hall. As colunas da entrada, na neoclássica cor creme, dão para um jardim palacial impecável e a piscina. As diárias incluem café da manhã.

    Nossos autores independentes visitaram o Hotel Shanker e o elegeram como um dos nossos hotéis recomendados em Catmandu.

  7. Jawalakhel Handicraft Centre

    Qualquer um que goste de tapetes deve visitar esta cooperativa de refugiados tibetanos, onde a enorme indústria nepalesa do produto essencialmente nasceu em 1960. Você pode assistir à confecção dos tapetes (o centro emprega 1.000 refugiados) antes de comprar o artigo final no andar de cima. A qualidade é alta e há uma boa seleção, os preços são fixos, cartões de crédito, aceitos, e os funcionários podem organizar o envio para você. A qualidade do tapete depende do número de nós por polegada, e o preço é calculado por metro quadrado. Um tapete de 60/100 nós por polegada, feito com lã tibetana, custa cerca de US$100/220 por metro quadrado. As dimensões de um tapete tibetano tradicional são 180X90cm.


     

  8. Kantipur Temple House

    Escondido no final de uma ruazinha nos limites da cidade velha, na extremidade sul de Jyatha, este hotel no estilo dos templos Newari foi construído com atenção meticulosa aos detalhes. Os quartos espaçosos são decorados com bom gosto, incluindo madeira esculpida tradicional, assentos sob as janelas e cobertas de cama dhaka (tecidas à mão) especialmente confeccionadas no esquema de comércio justo. Devido à natureza tradicional do edifício, os quartos tendem a ser um pouco escuros. O hotel está fazendo o melhor para ser ecologicamente correto – os hóspedes recebem bolsas de pano para as compras e água mineral de graça em jarros de bronze (na verdade, não há plástico em lugar nenhum do hotel) está disponível. O novo bloco circunda um pátio atijolado tradicional, e há um jardim e assentos na cobertura. A localização, na cidade velha, é próxima a quase tudo na cidade, mas os taxistas às vezes penam para encontrar o hotel.

    Nossos autores independentes visitaram o Kantipur Temple House and e o elegeram como um dos nossos  hotéis recomendados em Catmandu.

  9. Mahaguthi

    Uma boa variedade de artigos artesanais e para a casa, muitos confeccionados por grupos de pessoas menos favorecidas ou grupos minoritários, com ótimos batiques feitos por mulheres paralíticas. Kopundol, em Patan, tem um outlet maior e uma coleção de outras lojas de comércio justo. As lojas de comércio justo que ficam pertinho, a alguns minutos a pé, sentido sul, incluem a Folk Nepal (www.folknepal.org) e a Third World Craft (www.thirdworldcraft.com).

  10. Moksh Live

    O Moksh oferece algumas das melhores apresentações de rock, funk e música folk da cidade (não apenas as costumeiras bandas cover), mais frequentemente às sextas-feiras. Nas outras noites, tem pizza dos fornos outdoor e expresso Himalayan Java.

  11. Nepal Vipassana Centre

    Retiros de dez dias acontecem duas vezes por mês (começando no 1º e no 14º dia do mês) neste centro a nordeste de Catmandu (ao norte de Budhanilkantha), e há também cursos ocasionais de curta duração para estudantes de nível intermediário. São cursos sérios de meditação, em que é obrigatório levantar às 4h da manhã e é proibido falar, fazer contato ocular com outras pessoas por 10 dias e comer após o meio-dia. O pagamento é por meio de doação.

  12. Or2k

    Este popular restaurante vegetariano israelense, movimentado e bem iluminado, é o nosso favorito para pratos leves e refrescantes do Oriente Médio. O menu inclui também crepes, sopas, torta de abobrinha, tofu de coco e ziva (tubos de massa folhada recheados com queijo), assim como uma opção excelente de meze, com porções de homus, falafel e labane (queijo cremoso azedo) servidas em tigelinhas de cobre. A limonada com hortelã salva a vida num dia quente. As almofadas são os assentos – você tem de tirar os sapatos, portanto não se esqueça de calçar um par de meias limpas. Uma barraquinha no nível da rua serve wraps de falafel para levar (Rs 155).

  13. Paredão de Pasang Lhamu

    Se você precisa aperfeiçoar as suas técnicas de escalada antes de partir em direção aos grandes picos, experimente este paredão na Ring Rd, na extremidade nordeste da cidade. A adesão de um dia custa Rs 350 e o aluguel do equipamento, Rs 100. Cursos de escalada com duração de uma semana (Rs 4800) e aulas particulares estão disponíveis. O nome do centro homenageia a primeira nepalesa a chegar ao cume do Everest, em 1993.

  14. Patan Museum

    Antigamente residência dos reis Malla, a seção do palácio que circunda o Keshav Narayan Chowk agora abriga uma das melhores coleções de arte religiosa da Ásia. Inicialmente financiado pelo governo austríaco, o museu é um tesouro nacional e uma introdução inestimável à arte, arquitetura e ao simbolismo do vale.

    A coleção está exposta em uma série de salas em tijolo e madeira, interligadas por escadas estreitas e íngremes. Todas as centenas de estátuas, objetos esculpidos e votivos têm etiquetas informativas, permitindo a você identificar várias das deidades retratadas em todo o vale.

    Há também algumas exposições interessantes a respeito das técnicas utilizadas para criar esses objetos maravilhosos, incluindo a arte do repoussé e o método de fundição por “cera perdida”. A galeria H at, perto do café nos fundos do complexo, tem algumas fotos fascinantes de Patan na virada dos séculos 19 e 20.

    Você precisa de pelo menos uma hora – e, preferivelmente, duas – para uma visita digna do palácio, e vale a pena fazer uma pausa no excelente Museum Café antes da próxima etapa do passeio. O museu tem também uma loja que vende reproduções das obras exibidas no interior. Para uma pequena amostra dos destaques do museu e da história da reforma realizada, vá ao site www.asianart.com/patan-museum. Não é permitido fotografar.

  15. Social Tours

    Esta empresa excelente oferece cursos de culinária nepalesa de meio dia, que incluem idas ao mercado local para comprar os ingredientes para os momos e daal bhaat, incluindo curry de espinafre, alu gobi (batatas e couve-flor), achar (picles) de tomate e alu paratha (panqueca chapatti frita com batata). O curso tem de ter ao menos 2 inscritos e custa Rs 750 por pessoa, incluindo os ingredientes. A empresa também organiza excursões a Bhaktapur para aulas de cerâmica e caminhadas pela cidade velha de Catmandu.