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Uma lista com 16 coisas que você não sabe sobre Londres

Will Jones

Talvez você pense que já conhece Londres. As atrações mundialmente famosas, como a Torre de Londres e o Palácio de Buckingham. Os museus refinados, como o Britânico e a National Gallery. A gastronomia do mundo todo presente na cidade. Tudo isso é merecidamente famoso, mas um lugar tão grande e antigo quanto a capital inglesa vai sempre esconder alguns truques na manga.

Fizemos uma lista com 16 coisas que você (provavelmente) não sabe sobre Londres. Prepare-se para se surpreender e ver a cidade sob uma ótica totalmente nova.

 

O rio Tâmisa, a London Eye e o Parlamento são bem conhecidos, mas Londres guarda muitas outras surpresas © Tony C French / Getty Images

Na verdade, não chove tanto assim

Você já deve ter escutado que Londres está constantemente encharcada de chuva e que seus habitantes carregam guarda-chuvas o ano todo porque sempre há possibilidade de chover. Não é bem assim. É claro que às vezes chove (ainda é a Inglaterra, afinal) e, com frequência, está nublado, mas a incidência de chuva não é tão grande quanto você pensa. Londres é, na verdade, a cidade mais seca da Inglaterra e recebe menos chuva anualmente (584mm) do que Nova Iorque (1194mm), Roma (813mm) e Sydney (991mm).

 

De fato, chove em Londres, mas não tanto quanto as pessoas pensam © PICS4U / Getty Images

George não põe o pé aqui

Provavelmente inflamado por conta da independência dos Estados Unidos, George Washington, certa vez, anunciou que nunca colocaria os pés em solo britânico novamente. Então, em 1921, quando o estado da Virginia doou ao Reino Unido uma estátua desse grande homem, trataram de incluir um pouco de solo norte-americano na parte de baixo do monumento para não negar, ainda que postumamente, esse desejo ao primeiro presidente estadunidense. Assim, George Washington pode ser visto pisando em seu próprio solo na Trafalgar Square.

Visitas falsas

A maior parte das pessoas sabe que a residência oficial do Primeiro Ministro britânico é 10 Downing Street e que apenas conseguirão ver a casa de relance graças aos guardas uniformizados empunhando enormes armas que ficam na frente da famosa porta. Felizmente, há um plano B para essa importante selfie a cinco minutos de caminhada – na 10 Adam Street, saindo da Strand, onde há uma réplica exata da casa. Tire sua foto e diga aos amigos que teve acesso exclusivo a alguns lugares na sua viagem para Londres.

 

A verdadeira 10 Downing Street. Será? (Sim, é.) © pcruciatti / Shutterstock

William Shakespeare foi uma ameaça à saúde pública

Ok, usamos da liberdade poética nesse entretítulo, mas preste atenção. Shakespeare, como você já deve saber, foi um dos melhores dramaturgos da história e levou aos teatros de Londres uma era de ouro literária. Embora suas peças fossem (e ainda sejam) imensamente populares, muitas pessoas influentes na Londres elisabetana lutaram duramente para apagar os teatros da paisagem cultural da cidade, já que essas casas de espetáculo atraíam multidões, aumentando, assim, a possibilidade de disseminação da peste e de outras doenças. Por sorte (ainda que estudantes forçados a ler Hamlet possam discordar disso), o plano da elite londrina da época falhou.

Londres é a maior floresta urbana do mundo

Sim, você leu certo: com mais de oito milhões de árvores (cerca de uma para cada londrino), a capital do Reino Unido é literalmente classificada como uma floresta. Londres é, na verdade, tão verde (47% verde para ser exato, considerando todos os bosques, jardins e parques) que, em 2019, foi declarada uma Cidade Parque Nacional. E, além de lindas, as árvores que adornam os parques e ruas são extremamente importantes para o meio ambiente local, já que removem duas mil toneladas de poluentes do ar todo ano.

 

Ser verde é fácil em Londres, apenas observe as pessoas indo e vindo no Greenwich Park © Pajor Pawel / Shutterstock

Há uma câmera transmitindo a faixa de pedestres da Abbey Road

Uma das atrações mais peculiares de Londres é a faixa de pedestres na Abbey Road, em St John’s Wood, na qual os Beatles fotografaram a capa do seu álbum de mesmo nome. Os turistas reencenam a imagem em massa, e você pode conferir esse espetáculo hipnotizante em tempo real em abbeyroad.com/crossing.

Pássaros e ursos

Se você vivesse na Londres de 1250, poderia ser surpreendido – e um pouco assustado – por um urso polar caçando no rio Tâmisa. Esse foi um dos muitos animais exóticos que Henrique III mantinha na Torre de Londres e deixava sair para brincar. Algo igualmente despropositado, mas menos letal, são os pelicanos no St James’s Park, descendentes de pássaros trazidos como presente pelo embaixador da Rússia em 1664.

 

Os corvos são os animais mais exóticos da Torre de Londres hoje em dia © Anna Kucherova / Shutterstock

O Hyde Park tem um cemitério de animais…

... que é assustador, embora não esteja bem claro o quanto Stephen King tem culpa nisso. As 300 sepulturas, que remontam à década de 1880, incluem uma (a primeira do cemitério, na verdade) com o simples, mas comovente e quase cômico, epitáfio: “Pobre Cherry. Morreu em 28 de abril. 1881”, mostrando uma sociedade cada vez mais humana. Menos de um século antes (amantes dos animais, fechem os olhos), era possível entrar na Torre de Londres, a fim de contemplar sua coleção de animais exóticos, entregando um gato ou cachorro vivo que serviriam de alimento aos leões.

O Big Ben não é o Big Ben

Big Ben é o nome do maior sino na torre do relógio, não a torre do relógio em si. Essa é a Torre Elizabeth. Não se preocupe se você esquecer essa informação; a maioria dos londrinos também não sabe disso, e qualquer taxista ainda entenderá para onde você quer ir.

 

Se você acha que esse é o Big Ben, leia o texto acima © Patryk Kosmider / Shutterstock

A Ponte de Londres está caindo

Os ingleses gastam uma quantidade ridícula de tempo discutindo o que é, na maioria das vezes, um clima desinteressante, mas às vezes acontece algo que vale a pena comentar. Como em 1901, quando um tornado de grau 4 (cujos ventos podem chegar a 418km/h) cortou o Tâmisa e destruiu a Ponte de Londres e mais 600 casas.

O metrô subterrâneo de Londres não é subterrâneo

Mais da metade – exatos 55% – do metrô de Londres fica acima do chão. Pronto, agora você sabe disso.

 

Palavras podem ser enganosas © Lucky Luke / Shutterstock

Quase todos os rios da cidade estão escondidos

O Tâmisa é majestoso, suas águas subindo e descendo com as marés como se a cidade inspirasse e expirasse, mas sua dominância topográfica faz com que as pessoas se esqueçam de que é apenas um (embora um grande) dos rios de Londres. Sendo justo, todos os outros são pequenos afluentes do Tâmisa, mas estão escondidos bem abaixo do nível do chão, uma vez que há muito tempo se construiu por cima deles. A maioria deságua silenciosamente no Tâmisa a partir de algum túnel obscuro, como o rio Fleet, cuja saída pode ser vista embaixo do lado norte da ponte Blackfriars durante a maré baixa.

Se você realmente não puder esperar…

Alguns pubs perto de mercados, como o Market Porter na ponta do Borough Market, têm licença para vender álcool a partir das sete da manhã, a fim de atenderem trabalhadores noturnos na saída de seus turnos. A maioria dos pubs da capital começa a servir às 11 da manhã, embora, de modo geral, essa não seja uma cidade onde você terá dificuldade de achar bebida alcoólica.

 

Você não precisa ser um carregador do mercado para tomar sua cerveja às sete da manhã – mas ajuda © Neil Setchfield / Lonely Planet

Os vikings ocuparam Londres

Invasores vikings atacaram Londres repetidas vezes do fim dos anos 800 até o início do ano 1000 e, em pelo menos duas ocasiões, derrotaram as defesas locais, tornando-se uma força de ocupação (uma vez em 871 e outra, em 1013). Em 1016, todo o país caiu no domínio do rei Cnut que, apesar de ser um rei guerreiro da Dinamarca, não era realmente um viking, embora os vikings respondessem a ele (é complicado).

Podemos ser heróis

Como todas as cidades, Londres homenageia importantes figuras históricas com estátuas e afins, mas também reserva um espaço para pessoas comuns. No Postman’s Park, há o Memorial ao Autossacrifício Heroico, com placas homenageando londrinos comuns de coragem extraordinária, como Alice Ayres, que salvou três crianças de uma casa em chamas na Union Street em 1885, o que lhe custou a própria vida. Traga um lenço quando vir aqui.

 

O Memorial ao Autossacrifício Heroico, no Postman's Park, é um tributo comovente a londrinos comuns © Will Jones / Lonely Planet

Siga seu nariz e grude suas orelhas no chão

Londres é uma cidade lotada de arte – nem toda é oficial. Saia e explore os lugares, e talvez dê de cara com um dos Narizes de Londres, uma instalação de arte pública feita por Rick Buckley, que fixou réplicas de gesso do seu nariz em paredes aleatórias pela cidade. O artista Tim Fishlock fez algo parecido – mas optou por orelhas. Talvez o mais incomum seja o trabalho do Homem do Chiclete (ou Ben Wilson), que cria minúsculas obras de arte ao pintar sobre chicletes descartados nas ruas de Londres, inclusive na popular Millennium Bridge.

Este artigo foi publicado em Setembro de 2019 e foi atualizado em Setembro de 2019.

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