Jordânia

Atrações em Jordânia

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  1. Cidadela (Jebel al-Qala'a)

    A área conhecida como Cidadela está situada na colina mais alta de Amã, a Jebel al-Qala’a (cerca de 850 m acima do nível do mar), e é o local onde se situava a cidade antiga de Rabbath-Ammon. Artefatos da Idade do Bronze mostram que a colina foi uma fortaleza e/ou uma ágora (um espaço aberto de comércio ou política) por milhares de anos. O complexo é rodeado por muros de 1.700 m de altura, que foram reconstruídos inúmeras vezes durante a Idade do Bronze e a Idade do Ferro, assim como nos períodos romano, bizantino e omíada. A bilheteria para a Cidadela está situada na estrada que leva até a entrada do local. O edifício histórico mais impressionante da Cidadela é o Palácio Omíada, que está situado atrás do Museu Nacional Arqueológico. Acredita-se que o palácio tenha sido obra dos árabes omíadas em cerca de 720 d.C., e que possuía um enorme complexo de edifícios reais e residenciais, onde teria morado o governador de Amã. A duração da cidadela foi breve devido a um terremoto em 749 d.C. que a destruiu. Depois disso, ela nunca mais foi reconstruída completamente. Vindo da direção sul, vemos o primeiro grande edifício que pertence ao complexo do palácio: o auditório. Ele possui uma enorme cúpula e foi projetado para impressionar quem visitava o palácio real. É o edifício mais intacto do local e tem o formato de cruz porque foi construído sobre uma igreja bizantina. Depois de muita discussão sobre a possibilidade do espaço central ter sido originalmente coberto ou não, chegou-se ao consenso de que o espaço teria sido coberto por uma cúpula, que foi reconstruída por arqueólogos espanhóis. Um jardim interno imediatamente a norte do auditório conduz a uma rua de 10m de largura alinhada com inúmeros arcos e colunas e repleta de edifícios residenciais e administrativos. Ao  norte está a antiga residência do governador, que inclui a sala do trono. A leste do auditório está a Cisterna Omíada, um enorme buraco circular com degraus até o fundo, que já forneceu água para o palácio e para as áreas circundantes. O pequeno disco no centro do chão já foi a base de um pilar para medir o nível da água. Voltando para o museu e seguindo em direção sul, encontramos a pequena Basílica Bizantina, que foi em grande parte destruída por terremotos. Ela data do século 6 ao século 7 d.C. e possui alguns mosaicos empoeirados. A cerca de 100 m ao sul da basílica está o que resta dos pilares do Templo Romano de Hércules. O templo já esteve conectado ao Fórum, e foi construído no reinado de Marco Aurélio (161–80 d.C.). Os únicos resquícios identificáveis são partes do pódio e das colunas, que são visíveis em toda a cidade. Nas proximidades se encontra um ponto de observação com vistas espetaculares para a paisagem urbana. Existem pontos de informação turística em inglês e espanhol em alguns lugares ao redor do Palácio Omíada, apesar de ser um pouco difícil chegar lá. Guias turísticos (até JD5, dependendo da duração do passeio e do número de pessoas) podem abordá-lo na sua chegada (ou você pode perguntar no próprio museu) e podem realmente enriquecer a sua visita. O Museu Nacional de Arqueologia, a noroeste do Templo de Hércules, possui uma boa coleção de objetos de todos os períodos históricos da história nacional e regional da Jordânia, desde crânios de 6.000 anos da cidade bíblica de Jericó até obras de arte do período Omíada. Também possui alguns exemplos dos Manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran em 1952, uma cópia da Pedra Moabita e artefatos variados de Petra e Gérasa. A maior parte das exposições têm placas indicativas em inglês. As joias da coroa da coleção são três estátuas de Ain Ghazal, que datam de 6.500 a.C., e estão entre as esculturas mais antigas da história. Descobertas da Cidadela incluem a cabeça de uma estátua da deusa Grega Tique e alguns entalhes em estilo egípcio. Existem rumores de que essa coleção pode um dia ser transferida para o novo Museu Nacional, apesar de, no momento da elaboração desse guia, haver poucos sinais que confirmassem essa suspeita. A única estrada de acesso até a Cidadela é a partir da Rua Al-Malek Ali bin al-Hussein. A melhor opção é fazer o trajeto de táxi (menos de JD1 a partir do centro da cidade), apesar de ser uma bela caminhada se estiver descendo a colina. Uma escada leva até a parte leste do complexo da Cidadela, passando por uma plataforma até a rua Hashemi St, em frente ao Teatro Romano. 

  2. Mesquita do Rei Abdullah

    Concluída em 1989 como uma homenagem do Rei Hussein ao seu avô, essa mesquita inconfundível de cúpula azul tem capacidade para sete mil fiéis no seu interior e mais três mil no jardim interno. Essa é a única mesquita em Amã que aceita visitas de não muçulmanos. A sala de oração cavernosa em formato octogonal não possui pilares, mas é coberta por uma enorme cúpula, de 35m de diâmetro. As inscrições são de versículos do Al Corão. A cor azul da parte interior da cúpula representa o céu, e o dourado na base representa os raios de luz iluminando os 99 nomes de Alá. O enorme candelabro possui mais versículos corânicos. Também há uma sala para mulheres, com capacidade para 500 pessoas, e uma pequena sala real. A mesquita ainda possui um pequeno museu islâmico, onde estão exibidas algumas peças de cerâmica, assim como fotografias e objetos pessoais do rei Abdullah I. Também há uma série de objetos de arte islâmica, moedas e inscrições em pedra. O bilhete de entrada na mesquita inclui acesso ao museu. As mulheres devem cobrir a cabeça (lenços estão disponíveis na entrada da mesquita). Além disso, todos os visitantes devem tirar os sapatos antes de entrar na sala de oração.

  3. Nymphaeum

    Construído em 191 d.C., o Ninfeu já foi um enorme complexo de dois andares com fontes, mosaicos, entalhes em pedra e possivelmente uma piscina de 600m2. Tudo isso era dedicado às ninfas (figuras mitológicas femininas que viviam à beira dos rios). Até 1947, o antigo riacho e a ponte romana ainda podiam ser vistos no que hoje é uma estrada. As escavações começaram realmente em 1993, e obras de restauração continuarão por muitos anos. Exceto por algumas colunas, um elegante arco de entrada e algumas alcovas, há pouco para se ver. No entanto, há expectativas de que as obras possam vir a revelar tesouros escondidos.