Hanói

Atrações em Hanói

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  1. Lago Hoan Kiem

    Diz a lenda que, em meados do século 15, o Céu enviou uma espada mágica ao Imperador Le Thai To (Le Loi), usada para expulsar os chineses do Vietnã. Após a guerra, uma tartaruga dourada gigante surrupiou a espada e desapareceu nas profundezas para devolvê-la a seus proprietários divinos, inspirando o nome Ho Hoan Kiem (“lago da espada devolvida”). Todas as manhãs, por volta das 6h, os residentes locais praticam t’ai chi tradicional à beira do lago.

    O templo de Ngoc Son se situa numa ilha do lago de Hoan Kiem. A decrépita Thap Rua (“torre da tartaruga”), numa ilhota perto da extremidade sul, tem uma estrela vermelha no topo e é frequentemente usada como um emblema de Hanói.

  2. Mausoléu de Ho Chi Minh

    Seguindo a tradição de Lenin, Stalin e Mao, o Mausoléu de Ho Chi Minh é um edifício monumental de mármore. Contrariando seu desejo, que pedia uma cremação simples, o mausoléu foi construído com materiais coletados de todas as partes do Vietnã entre 1973 e 1975. Depositado nas entranhas do edifício, num sarcófago de vidro, está o corpo frágil e pálido de Ho Chi Minh. O mausoléu fica fechado por cerca de dois meses por ano, quando a manutenção do corpo embalsamado é feita na Rússia.

    O telhado e o peristilo, dizem, evocam uma casa comunitária tradicional, ou dizem outros, uma flor de lótus, embora muitos turistas enxerguem apenas um cubículo de concreto com colunas.

    A fila, que geralmente anda depressa, costuma serpentear por centenas de metros até a entrada do mausoléu. Uma vez no interior, adote uma velocidade lenta, mas regular, ao passar pelo corpo de Ho. Os guardas, em uniformes militares brancos como a neve, ficam a uma distância de cinco passos uns dos outros, proporcionando um aspecto estranhamente autoritário ao espetáculo um tanto macabro que é o corpo com seus cabelos brancos e finos.

    Note que não é permitido vestir shorts e camisetas sem mangas, portanto use roupas discretas e mantenha uma atitude respeitosa o tempo todo – não fale. É proibido também colocar as mãos nos bolsos. Chapéus têm de ser retirados e talvez peçam a você que guarde a mochila, o telefone e a câmera antes de entrar. É estritamente proibido tirar fotos no mausoléu.

    A maioria dos visitantes é vietnamita e é interessante observar suas reações. Grande parte demonstra um respeito profundo por Ho Chi Minh, que é celebrado tanto por seu papel como libertador do povo vietnamita do colonialismo, como pela ideologia comunista. Esta visão é reforçada pelo sistema educacional do Vietnã, que enfatiza os feitos e proezas de Ho.

    Se tiver sorte, você vai pegar a troca da guarda no lado de fora do mausoléu de Ho – a pompa e cerimônia exibidas aqui rivalizam as do evento britânico equivalente no Palácio de Buckingham.

  3. Templo da Literatura

    Cerca de 2km a oeste do lago de Hoan Kiem, o Templo da Literatura é um exemplo raro de arquitetura tradicional vietnamita bem conservada. Fundado em 1070 pelo Imperador Ly Thanh Tong, o templo é dedicado a Confúcio (Khong Tu) e homenageia os estudiosos mais destacados e os homens de maior prestígio literário do Vietnã. A primeira universidade do país foi estabelecida aqui em 1076. Nessa altura, a entrada era permitida apenas àqueles nascidos em berço nobre, mas após 1442 uma postura mais igualitária foi adotada, e alunos talentosos de toda a nação passaram a seguir para Hanói para estudar os princípios do confucionismo, da literatura e poesia.

    Em 1484, o Imperador Le Thanh Tong ordenou a construção de estelas para gravar os nomes, locais de nascimento e conquistas de estudiosos excepcionais – 82 permanecem de pé. O imponente portal de dois andares (em P Quoc Tu Giam) que forma a entrada é precedido por uma placa curiosa, cujos dizeres pedem aos visitantes que desmontem de seus cavalos antes de entrar.

    A seguir, caminhos em meio a jardins de aparato levam até o pavilhão de Khue Van, construído em 1802, além do qual fica uma grande piscina quadrada conhecida como o “Poço da Clareza Divina”.

    A ala norte do pátio é marcada por um templo pagode de estatura baixa que aloja uma estátua extraordinária de um Confúcio de aparência majestosa, retratado com um cavanhaque e trajando robes escarlates, ladeado por quatro de seus discípulos.