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Aviões, trens, automóveis: como sobreviver a uma longa viagem

Como sobreviver a uma longa viagem

Kate Armstrong 

Você está exausto, desorientado e precisando de exercício. Sua garganta está seca. Seu corpo cheira a vestiário de academia, e sua sensação oscila entre inchaço e fome. Você está até um pouco triste. Aqui vão as boas-vindas aos efeitos pós- viagem longa.

Seja em um avião, trem, ônibus ou carro, longas viagem podem ser muito divetidas. Mas elas também têm suas desvantagens. Como australiana, eu entendo bem de viagens a longas distâncias. Quando era mais nova, me arrastavam com frequência em viagens de 10 horas de carro para visitar parentes.

Na época dessas viagens retrô um tanto tediosas, não havia iPods, iPhones e bom entretenimento. Em vez disso, contávamos postes e brincávamos de jogos típicos de viagem. (Mas dez horas de “vi outro Fusca azul!” ou algo assim pode criar uma aversão a esses jogos para o resto da vida, bem eu sei; “Já chegamos?” era a pergunta proibida.)

Surpreendentemente, porém, eu ainda gosto de longas viagens – de dois dias no ônibus com as galinhas na Bolívia a três dias no trem atravessando os EUA, além de voos frenquentes entre a Austrália e a Europa.

Na verdade, eu nunca aperfeiçoei a arte de viajar por grandes distâncias. Mas juntei algumas boas dicas ao longo do caminho.

 

Viagens em geral

Beba muita água e leve frutas secas e lanches saudáveis – esqueça junk food. (Isso parece óbvio, mas pensar nisso e de fato fazer isso são duas coisas diferentes!)

Sempre leve um rolo de papel-higiênico.

 

De carro

Faça uma pausa a cada hora.

Não dê uma de motorista destemido.  Se estiver escurecendo, ou se o cansaço estiver batendo, pare para dormir ou recobrar as energias.

Não monopolize o volante – reveze.

 

De trem

Ande um pouco a cada hora.

Converse com seus vizinhos – as viagens de trem pela Índia estão entre as mais desafiadoras, mas também mais agradáveis, do mundo.

Leve um sarongue e um tapa-olhos – são úteis quando bate um friozinho e para bloquear a luz quando se quer dormir.

Informe-se sobre as refeições – leve lanche (China) ou compre dos mascates pela janela do trem (Índia).  

 

De avião

Planeje seu assento. O site seatguru.com ajuda a você encontrar os melhores lugares na janela (se você prefere dormir) ou no corredor (se você prefere se mexer). Chege cedo ao aeroporto se não conseguir reservar antes.

Leve um travesseiro – um que você possa jogar fora depois. Será melhor do que os travesseirinhos dados no avião, e pode apoiar sua lombar ou o pescoço. Uma escova e uma pasta de dentes também são úteis.

Não brigue contra o sono – e não tente ficar acordado só para ver o fim do filme.

Evite ácool. Sim, essa é a parte divertida – ainda mais se for de graça – mas você pode se sentir mal depois.

Evite remédios para dormir. É preciso se mexer (lembre-se do risco de trombose).

Troque para roupas soltinhas – mas socialmente aceitáveis, claro. Um comissário de bordo amigo meu adora sua “roupa confortável” (leia-se: macacão à la Teletubbies).  

Desculpas da autora: essas são apenas dicas despretensiosas para viagens longas.

 

Mais sobre o jetlag

O jetlag (a descompensação com o fuso horário) é a parte menos divertida de voar. Dizem que mudar de direção no globo (sobretudo de oeste para leste) e de zonas de fuso altera a sincronia dos ritmos circadianos, o chamado relógio biológico. Infelizmente, há poucas curas para isso, mas alguns juram que melatonina funciona: em forma de comprimido, esse hormônio parece ajudar a ajustar seu ciclo de sono.

Não se estresse, porém, com o jetlag; seu corpo vai acabar se ajustando. Mas é bom calcular um ou dois dias de recuperação na viagem.

Este artigo foi publicado em Novembro de 2012 e foi atualizado em Novembro de 2014.