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Como viajar pode melhorar o desempenho dos estudantes na escola

James Gabriel Martin

Um novo estudo examina o impacto positivo que viajar pode ter na vida de jovens estudantes. Conduzido pela Student & Youth Travel Association, SYTA, (em português, Associação para Viagens de Jovens e Estudantes), a pesquisa analisou um grupo de professores nos Estados Unidos, visando reunir dados que abrirão novos caminhos em relação a viagens educacionais.

 

O estudo observou o impacto positivo de viagens domésticas ou internacionais em estudantes © Imagem de martinedoucet

“Esse foi o primeiro estudo que se predispôs a perguntar aos professores por que consideravam importante que seus alunos viajassem e qual o impacto disso para esses jovens. Comparado ao restante do mundo, os EUA têm a regulamentação mais rígida a respeito do tempo que o aluno passa em sala de aula e é o país menos flexível em termos de férias escolares, a fim de que menores de 18 anos possam viajar com seus colegas e pares. Realmente acreditamos que os estudantes norte-americanos se beneficiariam da experiência de independência ao se expor ao mundo, para além de seus bairros e famílias”, disse Carylann Assante, chefe-executiva da SYTA, à Lonely Planet Travel News.

A pesquisa revelou que mais de 75% dos professores estadunidenses acreditam que há um impacto positivo no desenvolvimento pessoal dos alunos que viajam, e mais da metade dos professores creem que a educação e a carreira desses jovens também são impactadas positivamente.

 

A pesquisa questionou professores por todo os Estados Unidos. © Imagem por Artur Debat/Getty Images

A SYTA, em parceria com Student Marketing, conduziu o estudo durante dois anos, reunindo opiniões de 1432 professores estadunidenses, 128 líderes de grupos estudantis, 146 agências de turismo norte-americanas e 437 internacionais. De modo geral, o grupo representa os padrões e as preferências de mais de um milhão de estudantes que viajaram dentro dos EUA e para fora do país. A pesquisa analisou a experiência de viajar como um todo, examinando questões como destinos domésticos e internacionais, os temas de viagem mais populares, a média de custo por viagem, além de desafios enfrentados por professores e guias ao organizar essas excursões.

“O estudo apoiou a opinião daqueles professores que acreditam que viajar aumenta o aprendizado dos alunos em sala de aula. Foi interessante notar as respostas positivas dos professores que não viajam, mas, ainda assim, sentem que isso enriqueceria seus alunos. A pesquisa mostra que estudantes norte-americanos se beneficiam de viagens, tornando-os mais conscientes culturalmente”.

 

Música, história, arte, cultura e ciência são os temas mais populares em viagens escolares. © Imagem por Caiaimage/Trevor Adeline

Os professores relataram que, depois que os alunos viajaram, houve uma melhora significativa na retenção de informação por parte desses jovens, assim como em suas habilidades sociais. Uma maior tolerância dos alunos a outras culturas e etnias depois de viagens internacionais foi notada por 76% dos professores, e 69% deles observou um aumento na independência, autoestima e confiança dos estudantes. A pesquisa revelou Washington D.C., Nova Iork, Orlando, Boston e Chicago como os cinco destinos domésticos mais populares para viagens estudantis, enquanto França, Espanha, Itália, Costa Rica e Reino Unido ficaram no topo das viagens internacionais. Música foi o tipo preferido de programa, com história, arte e cultura, ciência, história natural e biologia vindo em seguida.

“As reações a esse estudo foram muito positivas, e acreditamos que é uma pesquisa atemporal, uma vez que mostra que viajar impacta positivamente a vida social dos estudantes. Às vezes, quando estou sentada em um avião, comento com o meu vizinho de poltrona sobre o meu trabalho. Percebi que todo mundo tem uma história da primeira viagem com os colegas ou time da escola. As pessoas não se lembram do que aprenderam nas viagens que fizeram quando jovens, mas, sim, de quem sentou ao lado delas”, afirmou Carylann Assante.

Este artigo foi publicado em Setembro de 2019 e foi atualizado em Setembro de 2019.