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Indo sozinho: os melhores destinos para viajantes solo

A ideia de viajar sozinho pode ser assustadora para os que nunca fizeram isso. Surgem diversas questões perturbadoras: eu ficarei seguro? Que caminho devo seguir? Quem vai tirar fotos de mim olhando ao longe no topo de mirantes?

Um fator importante para se dominar a arte da viagem solo é escolher o destino certo. Seja uma viagem com vários destinos ou férias na cidade, algumas regiões são mais propícias para a experiência de se viajar sozinho que outras, mas com tantas possibilidades é difícil saber por onde começar.

Felizmente, para celebrar o lançamento do nosso The Solo Travel Handbook [Guia do Viajante Solitário], compilamos uma lista de 10 lugares certeiros para viajantes solitários, categorizados por interesse. Então, se você curte raves, reiki, bicicletas ou pontos turísticos, esses lugares certamente vão garantir que sua experiência independente comece com o pé direito.


Pedalando na Estrada da Morte boliviana, uma das experiências mais desafiadoras da América do Sul © filippo romeo / Getty Images

Melhor para aventuras: América do Sul

Com montanhas a serem escaladas, rios para fazer rafting, ruínas antigas a serem descobertas e selvas para serem exploradas, a América do Sul é o destino aventureiro essencial. Não deixe que seu tamanho te intimide – a América do Sul é mais amigável a viagens solo do que você pensa.

A conhecida Trilha Gringo, que engloba os destinos mais populares do continente em uma rota vertical, permite encontros recorrentes com companheiros de viagem e, aos que assim desejarem, oportunidade de se juntar a viajantes indo na mesma direção. Isso e mais a simpatia geral do povo local e a excelente rede de hostels do continente torna a viagem relativamente simples e te permitem focar sua ansiedade na possibilidade do dormente El Misti decidir entrar em erupção durante sua escalada.

Experiência épica: Mountain biking pela infame Estrada da Morte na Bolívia e depois descontrair com companheiros de trilha enquanto tomam algumas cervejas.


O pedigree culinário do Vietnã é um grande atrativo para os viajantes gastrônomos © Alexander Frais / 500px

Melhor para comida: Vietnã

Não conte pra Tailândia, mas se apenas um país do sudeste asiático pode ser coroado como crème de la crème, então é o Vietnã. Sutil em seus sabores e impressionante na diversidade, a comida vietnamita é um grande atrativo para os viajantes que são levados a enrolar em mesas cheias, trocando histórias de viagem enquanto saboreiam um quinto prato de bánh cuốn.

Por todo o país você pode interagir com os habitantes das vilas, provar pratos locais e beber vinho de arroz nos muitos mercados regionais, enquanto uma miríade de tours de comida de rua e escolas de culinária promovem um ambiente para socializar nas grandes cidades. Os que buscam um alívio das multidões devem buscar as trilhas montanhosas de Sapa (mas não temam, viajantes famintos – o pho nunca está muito longe).

Experiência épica: Aprender a cozinhar um banquete vietnamita; a mais recomendada é a Hoi An’s Green Bamboo Cooking School.


Os inconfundíveis templos de Ubud aumentam a atmosfera espiritual da cidade © Sytilin Pavel / Shutterstock

Melhor para autorreflexão: Ubud, Indonésia

Quer você tenha amado ou odiado o visceral relato de viagem de Elizabeth Gilbert Comer, Rezar, Amar não há como negar: o centro artístico e espiritual de Bali – onde a autora encontrou o amor (e imaginamos que tenha comido e rezado) – segue sendo um lugar maravilhoso para que viajantes solo relaxem, reflitam e recarreguem.

Aninhada entre campos de arroz cor de esmeralda e emoldurada por montanhas cobertas de nuvens, Ubud é um lugar mágico. Viajantes solitários são extremamente comuns aqui, o que quer dizer que ninguém te olha feio ao chegar para uma aula de yoga, ou ao comer em um dos muitos cafés vegetarianos da cidade. Para realmente aproveitar os poderes curativos de Ubud (e para solidão real) vá a um dos muitos retiros que salpicam as colinas verdejantes em volta da cidade.  

Experiência épica: Se mime com uma das aulas holísticas na área, seja yoga ou reiki. Vários estabelecimentos oferecem aulas, incluindo o Taksu Healing Haven.


A diversa vida noturna de Berlim atrai baladeiros do mundo todo © canadastock / Shutterstock

Melhor vida noturna: Berlim, Alemanha

Alguns dizem que é mais fácil entrar no Berghain, a mais famosa casa noturna de Berlim, se você chegar sozinho. Se isso é verdade ou não, o rumor exemplifica o pendor da capital alemã pelos viajantes solitários, atraídos pela merecida reputação da cidade como uma das mais inclusivas e amigáveis da Europa.

Claro que Berlim é o lugar para se festejar e oferece uma coleção de baladas colossais e beer gardens cobertos de grafite, mas as atrações da cidade não são apenas para os hedonistas. A história te cerca, do Portão de Brandemburgo ao Memorial do Holocausto, enquanto cafés alternativos, boutiques cool, mercados de pulgas nos fins de semana e uma crescente cena de comida de rua oferecem prazeres mais leves. Visite esses lugares sozinho ou como parte de um walking tour.

Experiência épica: sair para um bar ou balada e ver aonde a noite te leva.  


Um tour em grupo pequeno pode aliviar o estresse de uma viagem ao leste da África © Yury Birukov / Shutterstock

Melhor para um passeio em grupo: Leste da África

Você sempre sonhou em ver gorilas nas selvas de Ruanda, conhecer um chefe Maasai no Quênia ou espiar os “Big Five” da Tanzânia – mas não tem confiança para enfrentar o leste da África sozinho? Um passeio em grupo pode simplificar a experiência de visitar essa interessante região.

Embora a estrutura turística do Leste da África seja mais desenvolvida que em outras partes do continente, nem sempre é fácil – ou seguro – usar o transporte público ou dirigir. Ao optar por uma excursão organizada, você pode evitar esse estresse e simplesmente aproveitar. Com diversos destinos de sonho, os passeios atraem um grupo diversificado de viajantes, o que quer dizer que você provavelmente não vai ser o único a estar sozinho, espremido entre casais apaixonados.

Experiência épica: Passar por hipopótamos, elefantes e crocodilos ao longo do Canal Kazinga no Parque Nacional Queen Elizabeth, em Uganda.


Os extraordinários Jardins da Baía são uma das muitas atrações de Singapura apropriadas para serem exploradas por viajantes sozinhos © FuuTaMin / Shutterstock

Melhor para uma parada solo: Singapura

Com diversas atrações culturais a serem exploradas, uma oferta crescente de hostels e um dos melhores sistemas de transporte público do mundo (e que inclui ótimas conexões com o aeroporto) há poucas experiências de viagem mais tranquilas do que Singapura em uma tarde ensolarada.

Quer você escolha perambular com um áudio-guia pelo Chinatown Heritage Centre, se admirar com os extraordinários Jardins da Baía ou mergulhar em uma luxuosa piscina em uma cobertura, a cidade parece bem equipada para os viajantes solo. E ainda tem a comida: a cidade é famosa por suas barraquinhas, onde visitantes e locais se esbarram em torno de mesinhas e socializam em volta de tigelas fumegantes de laksa.

Experiência épica: Visitar os cafés aconchegantes e as boutiques diferentes no gentrificado Tiong Bahru, um conjunto habitacional dos anos 1930. 


O Coliseu de Roma ajuda a atrair mais ou menos 14 milhões de turistas anualmente a esse centro cultural © Marco Rubino / Shutterstock

Melhor para cultura: Roma, Itália

De ícones antigos como o Coliseu e o Fórum Romano até a imponente obra prima da arquitetura renascentista que é a Basílica de São Pedro, a paisagem de Roma é uma tela caleidoscópica cheia de beleza artística, maravilhas arquitetônicas e prodígios históricos.

Quer você esteja visitando por dois dias ou duas semanas, há tanto para ver que há pouco risco de se entediar e, embora o inglês não seja nem de longe muito falado, é difícil se sentir solitário entre 14 milhões de outros turistas que visitam esse centro cultural anualmente. Mas não faça um itinerário muito corrido, já que Roma exige lentidão: socializar com estranhos enquanto toma uma taça de vinho é um passatempo essencial na Cidade Eterna.

Experiência épica: Visitar a Basílica de São Pedro e caminhar pelos 7km de corredores que compõem os Museus do Vaticano.


As diversas barraquinhas de comida de Portland oferecem uma experiência gastronômica sociável.

Melhor para férias urbanas: Portland, Oregon

Uma das cidades mais legais dos Estados Unidos, Portland tem todas as vantagens culturais das grandes metrópoles, mas a intimidade de uma cidade pequena. Essa sensação afável ecoa pelas vinícolas urbanas, microcervejarias e cafeterias da cidade, onde a conversa flui mais rápido do que as bebidas são servidas.

Mas há muito mais nesse bastião da contracultura do que seu amor por jogar conversa fora, com diversas atrações diferentes realçando sua veia alternativa, de um museu dedicado a aspiradores de pó até uma manada urbana de cabras. A cidade também é facílima de se navegar, com um bom transporte público e iniciativa para compartilhamento de bicicletas. E embora a cidade seja famosa por seus restaurantes autorais, uma forma de comer mais social – e sem dúvidas mais divertida – é visitar uma das 500 barraquinhas de comida de rua da cidade.

Experiência épica: Explorar o Alberta Arts District; agende sua visita de forma a coincidir com o tour artístico da última quinta feira do mês.


A vibe relaxada e mochileira de Caye Caulke a torna perfeita para viajantes solo em busca do sol © Simon Velazquez / 500px

Melhor ilha tropical: Caye Caulker, Belize

Atóis encantadores não são apenas para recém-casados. Pintada em cores pastel e livre de carros, Caye Caulker sempre foi um ótimo lugar para os que viajam sozinhos graças a seu tamanho compacto e vibe relaxada e mochileira, que atrai uma população desencanada e internacional em busca de um pedaço de paraíso.

É fácil gastar os dias relaxando em The Split, a melhor praia da ilha, mas há diversas outras atividades a serem feitas, de snorkel e mergulho nos recifes, até caiaque em partes menos visitadas da ilha – mas fique de olho nos crocodilos! Junte-se a outros viajantes nos bares de reggae durante o happy hour e então experimente a comida de rua ao estilo Creole. A melhor parte de viajar sozinho? Não precisar dividir seus camarões.

Experiência épica: Snorkel ou mergulho na Caye Caulker Marine Reserve, que é cheia de tartarugas e tubarões.


Explorar a Costa Leste da Austrália sob quatro rodas pode ajudar os viajantes a saírem da rota turística © Holger Mette / Getty Images

Melhor road-trip: Costa leste da Austrália

É difícil explorar a Costa Leste da Austrália sozinho. Tantos viajantes mergulham na estrada sinuosa que vai de Sydney a Cairns – seduzidos, em parte, por histórias de festas noturnas – que solidão é mais difícil de encontrar que companhia.

Mas não é só a diversão que torna esse pedaço de costa tão espetacular. A clássica rota de road trip é cheia de atrações de sonho, seja se deitar na icônica Bondi Beach de Sydney, ou caminhar pela antiga Daintree Rainforest ou flutuar na Grande Barreira de Corais. Embora os momentos mais memoráveis devam vir de interações com os locais em cidades costeiras e vilas varridas pelo vento, ou simplesmente da visão catártica da estrada se abrindo a sua frente.

Experiência épica: Explorar as vilas pitorescas e impressionantes cachoeiras da costa norte de carro.

Este artigo foi publicado em Outubro de 2018 e foi atualizado em Outubro de 2018.