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As dez melhores regiões para 2018

O melhor de 2018

Os especialistas de viagem da Lonely Planet vasculharam o globo para encontrar destinos irresistíveis, experiências inesquecíveis e tendências do próximo ano que você não pode deixar de conhecer.

1. Belfast e a Calçada dos Gigantes, Irlanda do Norte

A transformação de Belfast nas últimas duas décadas foi impressionante. Uma cidade anteriormente patrulhada por tropas fortemente armadas e controlada pela violência sectária, hoje é cheia de vizinhanças alternativas agitadas com bares, restaurantes e baladas para todos os gostos. A velha e enferrujada zona portuária é agora o vibrante Titanic Quarter, que abriga apartamentos de luxo e um museu sensacional. Um pouco mais afastada, está a Calçada dos Gigantes, cuja beleza atemporal e diversões de alto nível – golfe, uísque e algumas das rochas mais famosas do mundo – estão mais populares do que nunca.

Norte de Belfast, a Calçada dos Gigantes, no Condado de Antrim, é talvez a atração mais icônica da Irlanda

 © Joe Daniel Price / Getty Images

2. Alaska, EUA

Com uma mistura incrível de vida selvagem e espírito destemido, o Alaska satisfaz os ávidos por aventura. Onde mais você pode passar 20 horas, em dias de verão, enfrentando montanhas cobertas de neve, avistando ursos-pardos ou seguindo o percurso da febre do ouro de Klondike? Devido ao aumento de conexões de voos a diversas cidades norte-americanas e europeias, nunca foi tão fácil chegar ao Alaska. Recentemente, as maiores empresas de cruzeiros do estado anunciaram a expansão de suas capacidades, com navios maiores e mais variedade para os viajantes. Operadores menores, como a Alaskan Dream Cruises, também estão aumentando seus itinerários e expedições, oferecendo mais opções para avistar águias carecas, baleias-jubarte e fiordes glaciais.

Estudando o derretimento de calotas polares via stand up paddle, no Lago Bear, no Parque Nacional dos Fiordes de Kenai.

 © James and Courtney Forte / Aurora Open / Getty Images

3. Alpes Julianos, Eslovênia

Com a natural comparação com Chamonix ou Zermatt – mas com público menos numeroso –, os Alpes Julianos possuem montanhas abençoadas num canto esquecido da Europa. Mais de dois terços da região são protegidos pela legislação do Parque Nacional de Triglav, um mecanismo que não só limita construções ao longo das montanhas, mas assegura que melhorias à infraestrutura local sejam efetivadas de maneira lenta e bem avaliada. Antes adequados apenas para os mais intrépidos, os Alpes Julianos têm gentilmente aberto suas portas para todos os tipos de turistas. Um número crescente de organizadores locais de corridas têm combinado maratonas de ritmo acelerado com versões luxuosas de pousadas em estilosas cabanas de pastores.

No topo de uma pequena ilha, no meio do Lago Bled, está a Igreja Barroca da Assunção, onde se pode chegar por meio do tradicional barco esloveno chamado pletna

© ZM Photo / Shutterstock

4. Languedoc-Roussillon, França

Os charmes do sul da França são muitos e variados: praias de areia branca, mares azuis, mercados locais, colinas cobertas de maquis. Mas por muito tempo, a Provença e a Côte d’Azur roubaram os holofotes, mas 2018 talvez seja o ano que a região menos conhecida do Languedoc-Roussillon conquiste seu lugar ao sol. Dois novos museus de deixar o queixo caído estão atualmente em obras, e eles estão prontos para colocar no mapa esta ardente região da França – embora qualquer um que tenha provado a fabulosa gastronomia e os excelentes vinhos do local não precise de qualquer motivo além para retornar.

Acima do Rio Orb, em Béziers, fica a catedral fortificada de Saint-Nazaire, datada do século 13

© 7Horses / Shutterstock

5. Península Kii, Japão

Viajar para o Japão é o máximo. O número de visitantes dobrou nos últimos três anos e as previsões são que esse número aumente. Desde que o empolgante país caiu nas graças do mundo, os turistas têm precisado pesquisar mais a fundo. A Península Kii, mais adentro do Oceano Pacífico, ao sul das principais atrações turísticas de Kyoto e Osaka, reúne muitas das mais elogiadas atrações do Japão. Há santuários xintoístas e templos budistas, cenários naturais e termas fumegantes sublimes, cultura tradicional e conveniências modernas – mas sem as multidões. Pelo menos, até agora… a Península Kii está começando a ser notada, em parte porque viajar para cá é incrivelmente descomplicado.

As cataratas de Nachi, com 133 metros de queda d’água, ao lado do pagode de Seiganto-ji

© Sean Pavone / Shutterstock

6. Ilhas Eólias, Itália

Pairando cinematograficamente sobre o Mar Tirreno, a um pulo da ponta da bota da Itália, as Ilhas Eólias são um paraíso para quem gosta de aproveitar lentamente a viagem. Moldadas por suas explosões geológicas, essas sete irmãs sedutoras conquistam os visitantes com sublimes paisagens marítimas, encostas vulcânicas, praias de areia negra e alguns dos passeios e mergulhos costeiros mais belos da Europa. As ilhas foram consideradas um destino batido, mas seus encantos moderados começaram a atrair sábios turistas em busca de um descanso no Mediterrâneo a preços acessíveis. Mesmo a pacata Alicudi, o reduto mais remoto das Eólias, está recebendo um influxo de turistas que gostam de caminhadas, portanto 2018 pode ser sua última chance de chegar antes das multidões.

Vista da costa oeste de Lipari para Vulcano, no idílico arquipélago das Eólias

© luiginifosi / Getty Images

7. Extremo Sul, EUA

Em 2018, completam-se 50 anos desde que Martin Luther King Jr foi assassinado em Memphis, e a data estimulou a abertura de vários pontos turísticos focados em direitos civis no Extremo Sul dos EUA. O mais importante é o Memorial para Paz e Justiça, em Montgomery, Alabama, uma estrutura incrível com colunas suspensas que homenageia as 4.000 vítimas documentadas de linchamento no país. O local de nascimento de Martin Luther King Jr em Atlanta está sendo reformado para visitantes, e o motel onde ele foi morto – agora transformado no Museu Nacional de Direitos Civis – está realizando, durante o ano inteiro, concursos de poesia, concertos e outros eventos especiais. Enquanto isso, Nova Orleans completa 300 anos, e está organizando uma festa de aniversário com diversos eventos para farrear o ano todo.

O Museu Nacional de Direitos Civis em Atlanta, que foi construído ao redor do antigo Motel Lorraine, onde Martin Luther King Jr. foi assassinado

© f11photo / Shutterstock

8. Lahaul e Spiti, Índia

Se você gosta de grandes montanhas, estradas esburacadas e paisagens que beiram o sobrenatural, então os vales varridos pelos ventos de Lahaul e Spiti, que correm a leste e a oeste de Keylong, formam um pequeno pedaço de Shangri-La. Mantidas secas pela sombra de chuva dos Himalaias, as desoladas terras ocres de Spiti ocultam algumas das mais espetaculares artes budistas da Índia, enquanto Lahaul, onde se chove muito, possui templos raramente visitados e uma rota alternativa para a Cachemira, conhecida como uma das estradas mais perigosas do mundo. Ignoradas por um bom tempo pelos turistas, que logo seguem viagem a Ladakh, esta área maravilhosa e selvagem, finalmente, está começando a atrair a atenção merecida. Venha agora, antes que ela se torne apenas outra parada “exemplar” na trilha para os Himalaias.

 Ki Gompa é o maior monastério budista de Spiti, esplêndido por seu isolamento numa planície aluvial ao norte de Kaza

© Arun Bhat / 500px

9. Bahia, Brasil

A Bahia sempre foi muito admirada. Localizada na costa nordeste do Brasil, é um paraíso tropical com praias de areia branca e águas cristalinas, ilhas cercadas por recifes de corais, plantações ricas em cacau e o Parque Nacional da Chapada Diamantina, famoso por suas incríveis cachoeiras. Mas as diversões naturais da Bahia, de repente, se tornaram mais acessíveis aos turistas, graças à modernização que Salvador – uma cidade colonial portuguesa que também serve de capital para o estado – recebeu após ser escolhida como uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Nunca houve uma época melhor, ou mais fácil, para explorar a terra natal da cultura afro-brasileira.

Salvador na Bahia é a terceira cidade mais populosa do Brasil, com quase 3 milhões de habitantes

© ESB Professional / Shutterstock

10. Parque Nacional Los Haitises, República Dominicana

No sul da Baía de Samaná, o Parque Nacional Los Haitises é um remendo de ilhéus escarpados com 1.375 quilômetros quadrados, canais azulados e florestas verdejantes, um ecossistema que parece trazido diretamente da pré-história. Aventure-se nas entranhas do parque e você se verá no coração da história cultural da República Dominicana. Los Haitises não é nenhum segredo guardado a sete chaves, mas o número de visitantes tem subido: alguns projetos de grandes hotéis estão sendo bolados nas redondezas, então venha para cá antes que a galera chegue. Um plano modernizado de sustentabilidade irá aprimorar a infraestrutura e a preservação do parque, portanto você será recebido com melhores trajetos e instalações.

Uma joia verdejante no norte da República Dominicana, Los Haitises tornou-se um parque nacional em 1976

© Gueholl / E+ / Getty Images

Este artigo foi publicado em Outubro de 2017 e foi atualizado em Outubro de 2017.