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Um dia com quem faz as Olimpíadas acontecerem

Brasil

Todos os caminhos levam ao Rio este ano. Antes das Olimpíadas iniciarem, o Brasileiras Pelo Mundo passou um dia com algumas pessoas que vêm de climas diferentes do carioca para saber o que faziam e suas expectativas para as Olimpíadas. Veja só:

(Foto: Anton Sveinn Mckee | Simone Castrovillari)

EUA, 10:00 da manhã e já faz 88°F, (31°C para nós). O nadador  Anton Sveinn McKee já está na Universidade do Alabama, onde treina diariamente. Saindo direto de lá para o Rio, provavelmente não sentirá dificuldades em se adaptar ao clima carioca, mesmo tendo crescido em Hafnarfjördur, na Islândia. Com apenas 23 anos, ele já competiu nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e está super curioso para ver, de perto, a natureza do Rio, pois nunca esteve na América do Sul.  Ele vai ter um tempinho depois dos jogos para fazer turismo e o que mais deseja é ir à praia e conhecer os morros e a natureza da cidade de perto. Anton Sveinn está ansioso pelo dia primeiro de agosto, quando chega ao Brasil, mal pode esperar. Perguntei-lhe sobre suas expectativas ou medos e ele respondeu que tem certeza de que os organizadores cuidarão muito bem dos atletas. Medo do calor? Não, "veja  só onde eu estou nadando agora", ele me respondeu.

(Foto: Laura Thwaites | Divulgação)

Inglaterra 14:00 horas, chove em Londres e Laura Thwaites está saindo para o aeroporto, vai pegar o voo para o Rio, onde mora há um ano. E já virou praticamente carioca, com direito a desfilar em escola de samba e chopp em Copa, no happy hour. Laura é gerente de projetos numa agência de marketing esportivo internacional e, na sua opinião, a cidade vai estar pronta, sim – talvez não saia tudo como planejado, mas vai dar certo. Por enquanto, seu ritmo de trabalho é “normal”; mas, durante os jogos, "quase não dá para dormir, ninguém para, tudo tem que estar perfeito."

Ela adora o Rio e conta que a sua família aproveitou para, finalmente, conhecer a cidade e ver sua vida brasileira de perto: caminhar na praia, comer bem em restaurantes bons – mas não necessariamente chiques – e curtir as pessoas locais. Vai sentir falta do quê quando voltar? "Desse eterno verão."

(Foto: Örvar Ólafsson | NOC Iceland)

Islândia, Reykjavik, 13:00h, verão, 12°C e brisa. Örvar Ólafsson, o diretor geral da delegação islandesa que vai para o Rio, está numa reunião no clube Ármann, com alguns técnicos de atletismo, decidindo detalhes da alimentação dos participantes da Olimpíada e fazendo as recomendações de praxe – ele já trabalhou em Pequim, em 2008, e em Londres, em 2012. Quando esteve no Rio, em março deste ano, teve uma ótima impressão da Vila Olímpica e das instalações esportivas. É lá que ele ficará durante os jogos, assistindo os atletas e técnicos, um trabalho de 12 a 14 horas diárias; "é pouco sono, mas muita satisfação", ele acrescenta. O que Örvar mais deseja é um dia de sol para ver a cidade do Cristo Redentor – quando ele esteve lá, o tempo estava quase islandês...

(Foto:  Arabelle Loyan | Divulgação)

Rio, 11:00 da manhã. Arabelle Loyan já está no escritório. Ela é gerente de RH de um dos patrocinadores da Olimpíada. Francesa, já viveu em diversas partes do mundo, trabalhando em eventos esportivos, uma paixão. Mudou-se para o Rio no ano passado e está aproveitando essa temporada, no Brasil, como um “caminho de auto conhecimento”. Adora fazer ioga na praia, meditação e até capoeira, além das caminhadas: “só ando, não gosto de correr”. A Pedra do Leme é sua válvula de escape, quando o estresse bate na porta. Saudades? “Sim. Terei do pão de queijo, mousse de maracujá, da natureza e do carinho das pessoas.”

Voltem sempre, o Rio de Janeiro continuará lindo.

Artigo escrito por Erika Carneiro do blog Brasileiras pelo mundo

Este artigo foi publicado em Setembro de 2016 e foi atualizado em Outubro de 2016.