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Os 10 melhores lugares da Europa para visitar em 2016, segundo a Lonely Planet

Best in Europe

Quer você faça um cruzeiro pela Riviera Francesa, passeie de gôndolas pelos canais de Veneza, deslize pelas encostas dos Alpes ou tome um café vienense, a Europa oferece mais experiências inesquecíveis do que qualquer outro lugar do planeta. Para diminuir as quase infinitas possibilidades, pedimos aos nossos autores e editores da Europa que fizessem uma lista dos dez destinos que estão em evidência em seus planos para próximas viagens.

Bem-vindo aos melhores lugares da Europa para visitar em 2016, segundo a Lonely Planet.

Peloponeso, Grécia

(Foto: ©Maria Toutoudaki/Getty Images)

Na Grécia, viajantes tendem a se maravilhar diante da icônica Acrópole, mas uma das regiões mais diversas e vibrantes costuma ser esquecida: o Peloponeso. Esta península continua economicamente acessível e possui atrações magníficas herdadas da Antiguidade, como Olímpia, Micenas e Mistras, que se espalham sobre uma paisagem rica de vilarejos de pedra, mar azul-petróleo e picos cobertos de neve.

O ano de 2016 traz a chance de o viajante caminhar por uma nova trilha, conhecida como Menalon Trail, ou de dar um giro pela região vinícola de Nemea, com safras que têm ganhado relevância ao redor do globo. Você pode mergulhar entre navios naufragados na costa de Navarino ou visitar a remota e selvagem Mani, onde antigas torres de pedra foram convertidas em hospedagens-butique de luxo. A linda Náuplia mistura arte contemporânea com arquitetura estilosa e clássicas pracinhas, ideias para longos almoços preguiçosos.

Agora, mais do que nunca, o Peloponeso tornou-se o destino perfeito para absorver a vida tradicional grega, a sua história irresistível e as suas inspiradoras paisagens.

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Aarhus, Dinamarca

(Foto: © Den Gamle By)

Copenhague, você não é a única cidade dinamarquesa que pode se gabar de bairros badalados, arquitetura de tirar o fôlego e feitiçaria culinária. Aarhus está rapidamente ganhando fãs – e elogios, também. Em 2017, estes incluirão o título de Capital Europeia da Cultura e Região Europeia de Gastronomia. Visite-a agora para ganhar vantagem na corrida.

O porto de Aarhus exibe agora novos espaços públicos fabulosos, como o Dokk1, onde fica a maior biblioteca da Escandinávia, assim como novas construções de tirar o chapéu. Museus celebrados, como o ARos e o recém-transferido Moesgaard, atraem por seu design ousado, além de toques excêntricos, como uma passarela no terraço nas cores do arco-íris e uma “múmia do pântano” de mil anos. Os eventos para marcar no calendário variam de um levante viking a festivais de música. A produção local de alimentos também tem animado todo mundo. Reserve uma mesa em um dos restaurantes que acabaram de ganhar estrelas Michelin em 2015.

Veneza, Itália

(Foto: ©Justin Foulkes/Lonely Planet )

As 124 ilhas de Veneza espalham-se pela costa nordeste da Itália como estilhaços de vidro; essa era uma vantagem para os antigos venezianos, que, com vistas à conquista do mundo, construíram um império marinho capaz de rivalizar com o de Roma. Mas, no fundo, eles permaneceram apegados à terra firme, construindo uma das mais lindas cidades do planeta toda de mármore branco.

Agora é uma hora fantástica para se aprofundar um pouco na história de Veneza. Em 2016, a cidade comemora 500 anos do Gueto de Veneza – uma ilha no coração da cidade-ilha. Assim como a própria Veneza, o Gueto tornou os obstáculos físicos do terreno em virtude; em seus bairros apinhados, a cultura e as ideias judaicas prosperaram. Celebre essa extraordinária contribuição à história no Palácio Ducal, que abriga uma grande exposição; explore as sinagogas recém-restauradas e o Museu Judaico; ou assista a O Mercado de Veneza – a peça shakespeariana montada pela primeira vez no Gueto.

(Foto: ©Andrew Montgomery/Lonely Planet)

Dordogne, França

Em nenhum outro lugar a art de vivre (“arte de viver”) francesa é como na Drodogne. Este tranquilo Jardim do Éden é composto por castelos de sonho, cidadezinhas medievais e bosques de nogueiras, além de bistrôs e feiras livres aos domingos de manhã, nas quais é fácil encontrar o morango doce de Gariguette e trufas negras sazonais. 

Os homens pré-históricos de Cro-Magnon deixaram a sua arte rupestre, comparável às mais admiráveis do mundo, no Vale de Vézère. A Grotte de Lascaux é a atração principal, enquanto a animação de realidade aumentada em Le Thot e o novíssimo labirinto de espelhos, inspirado pela Pré-História, de Le Bugue sur Vézère são só amostras do que está por vir no altamente tecnológico Lascaux 4 (que será aberto em 15 de dezembro). Não é de se estranhar que a British Airways agora opere voos entre Londres e Bergerac.

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Lviv, Ucrânia

(Foto: ©Andrew Montgomery/Lonely Planet)

A Ucrânia atravessou recentemente uma fase turbulenta, mas o que poucos sabem é que os acontecimentos tiveram pouco ou nenhum efeito direto no oeste do país; alguns lugares até ganharam com a mudança no sistema. Um deles é Lviv, uma cidade do centro europeu maravilhosamente acolhedora, que oferece o que a Ucrânia tem de melhor. Trata-se da capital de festivais da região, com um recorde de 100 eventos neste ano – os mais populares entre eles são dedicados ao café, ao jazz e à independência ucraniana. Tudo isso acontece em meio à maior concentração de tesouros arquitetônicos do país.

O ano de 2016 é perfeito para vir; os habitantes locais estão mais felizes do que nunca em ver estrangeiros passeando pelo país, e taxas de câmbio favoráveis também colaboram com o custo-benefício das suas compras. Não à toa, Lviv é comparada com frequência a Praga e Varsóvia – venha antes que todos descubram esse segredo.

Warwickshire, Inglaterra

(Foto: ©Warwick Castle)

Ser seduzido pelas colinas bucólicas, pelos castelos sublimes, pelos mercados de rua e pela tranquilidade das batidas do Coração da Inglaterra em Warwickshire não é nenhuma novidade, mas o inegável carro-chefe do condado, Stratford-upon-Avon, cidade natal de William Shakespeare, está ainda mais brilhante em 2016, quando se celebram os 400 anos da morte do bardo. 

Uma vez que tiver satisfeito a sua ânsia shakespeariana, as interessantes ruínas do castelo de Kenilworth (no qual agora se pode acessar os aposentos da Rainha Elizabeth I, que ficaram fechados por três séculos e meio, até 2014) merecem a sua atenção. Elas ficam lindas ao pôr do sol – ainda mais se forem seguidas, como sugerimos, por um jantar no The Cross, um dos gastropubs mais aclamados da Inglaterra e estrelado pelo Michelin.

Neste ano, o Castelo de Warwick restaurou e reabriu o seu trabuco de 22 toneladas, que é a maior arma de cerco do mundo; reserve um dia para reviver toda a beligerância medieval antes de tirar a armadura e embarcar em outra era, a regencial, com a arquitetura, os parques e os banhos reais do balneário de Leamington.

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Extremadura, Espanha

(Foto:©Santiago Urquijo/Getty Images)

Extremadura sempre foi uma das regiões menos conhecidas de um dos países mais conhecidos da Europa. Mas parece que as atenções estão começando a se voltar para o oeste, e Extremadura está aparecendo no radar de viajantes bem informados, ansiosos para explorar uma Espanha sem estereótipos.

As muitas atrações de Extremadura não envelhecem. As melhores ruínas romanas do país dominam a cidade de Mérida; joias medievais como Trujillo e Cáceres parecem-se com vilarejos toscanos nas encostas das colinas, mas sem as multidões de turistas; e o Parque Nacional de Monfragüe oferece um impressionante desfile natural de aves e de beleza. Extremadura também produz os mais celebrados queijos e jamón da Espanha.  

Extremadura investiu na restauração de antigos palácios e castelos formidáveis, que agora foram reabertos ao público; após ser eleita capital gastronômica oficial da Espanha em 2015, Cáceres abriu muitos novos restaurantes e bares de tapas; e o governo regional agora planeja subsidiar voos para Badajoz – uma medida promissora para tornar Extremadura muito mais acessível.

Costa Leste de Tenerife, Ilhas Canárias

(Foto: ©Westend61/Getty Images)

Tenerife pode não ser o primeiro destino que vem à sua mente ao ouvir as palavras “joia escondida”. Mas é só se afastar da agitação e dos resorts em sistema all-inclusive para encontrar uma ilha extraordinária, de paisagens vulcânicas lunares, vilas de pescadores e penhascos íngremes. E há, ainda, o clima ameno, o que torna esse um destino ideal para quem procura um pouco de sol durante o inverno.

Com frequência negligenciada, a costa leste de Tenerife, um arco de belezas pouco conhecidas, como Abades – uma tranquila vila de pescadores vigiada por uma impressionante colônia de leprosos abandonada – e El Medano.  É nesta última que fica a mais bonita praia natural da ilha, dividida dramaticamente em duas por um cone vulcânico. Mas, se quiser fugir mesmo de tudo e de todos, siga para as lindas montanhas de Anaga, no extremo nordeste, onde os habitantes locais ainda observam turistas com curiosidade e você precisa pedir uma cerveja em espanhol.

Texel, Holanda

(Foto: © Sara Winter / ShutterStock)

A maior das ilhas do Mar Frísio da Holanda, Texel é amada pelos visitantes holandeses e alemães, mas continua relativamente desconhecida fora dessa esfera. Partindo de Den Helder, chega-se a essa ilha situada a 3km ao norte da costa de Noord-Holland, com 25km de comprimento e 9km de largura, abrigando dunas preservadas, parte do Parque Nacional Duiden van Texel, assim como reservas da vida selvagem, praias de areias brancas gloriosamente desertas e florestas de pinheiros.

Planeje a sua viagem de 2016 agora para tirar proveito dos festivais de verão que acontecem na ilha, entre os quais a espetacular Ronde om Texel, a maior corrida de catamarãs do mundo, que neste ano acontece em 25 de junho. A ilha oferece todo tipo de atividade, de cruzeiros de barco a passeios a cavalo e a voos de paraquedas, assim como uma maravilhosa produção local (vinícolas, cervejarias e muitos laticínios) e opções de hospedagem bem originais, como os trailers customizados pela Airstream do Camp Silver. Vá antes que o resto da Europa decida ir. 

Norte da Dalmácia, Croácia

(Foto: © Marin Tomas / Getty Images)

O norte da Dalmácia abrange todos os destaques culturais de uma viagem pelo Adriático, assim como uma paisagem natural inexplorada, daquelas de fazer cair o queixo, da Europa. A região é abraçada pela cordilheira Velebit, declarada Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO e foco da inciativa europeia de reflorestamento, o que a torna um dos destinos menos batidos e mais gratificantes – particularmente para os amantes da natureza.

Há muito tempo ofuscada pelas vizinhas mais famosa do sul, Split e Dubrovnik, Zadar é o coração do Norte da Dalmácia e está ganhando popularidade progressivamente entre os viajantes que querem explorar uma cidade croata menos conhecida. Intrigante e alegre, esse ponto de encontro das redes de transporte ocupa uma linda localização à beira-mar e combina uma história cultural excepcionalmente rica com uma atitude voltada para o futuro. Isso, combinado com as montanhas imponentes, as cachoeiras cinematográficas e as águas de um azul límpido da região, torna o Norte da Dalmácia um destino obrigatório em 2016.

Este artigo foi publicado em Maio de 2016 e foi atualizado em Maio de 2016.