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Como planejar uma volta ao mundo

Como planejar uma volta ao mundo

Sarah Baxter

É o que há de mais incrível em se tratando de viagens: dar a volta no planeta, parando onde der na telha. Uma opção perfeita para quem quer ver de tudo, ou para aqueles indecisos, que não sabem bem para onde ir. Mas reservar uma viagem ao redor do mundo (RTW, na sigla em inglês) pode ser um pouco complexo. Aqui está o nosso guia para você dar o primeiro passo.

 

Como fazer

A maneira mais econômica de dar a volta ao mundo é comprar uma passagem de avião do tipo “volta ao mundo” e tirar proveito de todas as companhias aéreas de uma determinada aliança internacional. Teoricamente, é possível seguir qualquer rota, mas saber bem como esse sistema funciona tornará a sua viagem mais barata. Por exemplo, a Star Alliance, uma coligação de 27 companhias aéreas, oferece esse tipo de passagem com um máximo de 15 paradas. Suas companhias-membro voam para 1.185 aeroportos em 185 países diferentes.

Há regras: você deve seguir uma única direção (leste ou oeste – não pode voltar para trás); precisa partir e finalizar no mesmo país; e reservar todos os voos antes da partida, embora possa alterá-los depois (o que pode resultar em taxas extras).

 

De quanto tempo precisa

Você poderia dar a volta ao mundo em um único fim de semana se voasse sem parar. Porém, a duração mínima da maioria das passagens desse tipo é de 10 dias – ainda assim, uma correria. Reflita sobre tirar uma licença do trabalho, emendar feriados ou até tirar um período sabático de pelo menos dois meses, mas, idealmente de seis a 12 meses. A duração máxima da passagem é de um ano.

 

Quando ir

O clima nunca será ideal em todas as paradas. Então, foque no que você mais quer fazer e pesquise sobre as condições do lugar: se uma trilha no Himalaia for o seu destino, não desembarque no Nepal em meio à temporada de monções; se quiser nadar com tubarões na costa da Austrália Ocidental, vá entre abril e julho. E aceite que, em algumas regiões, você chegará na época “errada” – embora isso possa acabar representando benefícios inesperados (por exemplo, a estação chuvosa em Zâmbia tem paisagens mais verdes e preços mais baratos).

 

Em geral, é possível visitar cidades o ano todo (é só fugir do calor, do frio ou da chuva em museus e cafés), porém aventuras ao ar livre variam mais conforme a época e o clima.

 

Aonde ir

As passagens clássicas (e mais baratas) do tipo “volta ao mundo” passam por algumas grandes cidades, como Londres, Bangkok, Singapura, Sydney e Los Angeles. Se quiser incluir destinos mais alternativos (Baku, Kinshasa, Paramaribo, que tal?), os preços irão subir consideravelmente. O valor da passagem é baseado na distância total percorrida ou no número de países visitados.

Lembre-se de que você não precisa sempre viajar de avião: na Austrália, você pode aterrissar em Perth, seguir por terra e depois partir de Cairns. Ou voe para Moscou, embarque no trem transiberiano e depois parta de Pequim.

Escolha algumas atrações imperdíveis e monte o restante do programa a partir delas. Por exemplo, se você gosta de fazer trilhas, combine um roteiro que inclua o Peru (Trilha Inca), a Nova Zelândia (Trilha Milford) e o Nepal (Campo Base do Everest) com a Austrália e o Norte da Índia.

Se o orçamento estiver curto, passe mais tempo em países menos caros. Seus passeios ficarão muito mais custosos na Europa Ocidental e na América do Norte do que no Sudeste da Ásia; Indonésia, Bolívia e Índia são lugares especificamente baratos.

 

Dicas, truques e ciladas

- Converse com um especialista antes de reservar a passagem: pode ser que você já tenha um roteiro em mente, mas alguém que entenda desse tipo de passagem aérea saberá quais rotas funcionam melhor e custam menos – algumas dicas resultam em grandes economias.

- Seja flexível: adiar a sua partida em alguns dias pode ser uma economia e tanto; voos em meio de semana costumam ser mais baratos, assim como voos no dia de Natal.

- Sobre viagens dentro dos países: pode ficar mais barato reservar voos internos ao mesmo tempo em que se reserva a passagem “volta ao mundo” – mas, com o aumento de companhias alternativas, com preços econômicos, em todo o mundo, pode ser melhor (e mais flexível) comprá-los separadamente, durante a viagem.

- Atenção: se você não embarcar em um dos voos reservados (por exemplo, se decidir ir de Bangkok a Singapura de ônibus em vez de avião), é possível que a companhia cancele todos os voos subsequentes.

 

Este artigo foi publicado em Setembro de 2013 e foi atualizado em Novembro de 2014.