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Os melhores lugares do mundo para experimentar culinária extrema

Durian

Por Emily Matchar

Veja aqui onde você pode provar as comidas mais estranhas (e talvez as mais nojentas) do mundo.

 

1. Ostras de Rocky Mountain, Montana, EUA

Frutos do mar em Montana? Hum, não exatamente. Conhecidas como ostras da planície, fritas de bezerro, caviar de caubói e carne indecorosa, as ostras de Rocky Mountain são, na verdade, testículos de touros jovens fritos. É um prato tradicional entre fazendeiros do oeste, que se encontram com excesso de cojones bovinos depois da temporada de castração da primavera. Embora necessite de coragem para provar sua primeira ostra, depois que você percebe que é crocante por fora e cremoso por dentro, pedirá um segundo par (elas são servidas de duas em duas). Descubra se tem estômago para isso no Festival dos Testículos, que acontece anualmente em Clinton, Montana, e é regado a álcool.

Mais informações sobre o festival em testyfesty.com.

 

2. Chapulines, Oaxaca, México

Que tal gafanhotos como petisco?
Foto por: agcuesta/iStock/ThinkStock

 

Os cientistas afirmam que é provável que no futuro os insetos sejam uma das principais fontes de proteína. Bom, no estado de Oaxaca, no sul do México, eles estão bem à frente. Lá, gafanhotos conhecidos como chapulines (singular: chapulín) são petiscos em bares e recheios de tacos há muito tempo. Normalmente, eles são preparados tostados com sal e chilli, o que os deixa crocantes e com sabor pungente. Na verdade, se você não visse as perninhas e antenas, poderia achar que os bichinhos são pipoca. Mas não fique só com a nossa palavra – procure pelos cestos de chapulines no Mercado Juarez, na Cidade de Oaxaca.

 

3. Balut, Filipinas

O balut parece uma péssima ideia, mas nossos autores juram que possui um sabor incrível
Foto por: aaron_fischer/iStock/ThinkStock

 

A iguaria Filipina de ovos fertilizados é mais saborosa do que bonita. Porque ver um embrião de pato meio rosa e já com parte do bico formado talvez te tire o apetite. E isso seria um tremendo azar, já que o balut é delicioso. Imagine ovos mexidos com porções macias de ave doméstica e apenas um pouco de fígado de ave de caça. Geralmente é servido como comida de rua, fervido e servido com sal, temperos e vinagre. Quebre o topo da casca e beba o caldo antes de comer a clara e a gema.

Procure pelo balut nos mercados de rua de Manila, onde é vendido por mercadores em carrinhos.

 

4. Sopa de cobra, Hong Kong, China

Sopa de legumes? E por que não de cobras?
Foto de: Fengyuan Chang/iStock/ThinkStock

 

Um petisco tradicional nos bairros da classe operária de Hong Kong, essa iguaria cantonesa parece uma sopa quente comum, finalizada com pedaços de tofu e lascas de cogumelo. Mas os pedaços de frango? Não são frango. Considerada uma boa opção para esquentar o sangue, a sopa de cobra é servida apenas durante o inverno, e só em alguns restaurantes clássicos que mantém cobras vivas em caixas de madeira na sala de jantar. O She Wong Lam, no bairro da moda de Hong Kong, Sheung Wan, é um dos poucos que perduram. Aqui, você pode finalizar sua refeição com uma dose de um licor com infusão de cobra. Prepare-se!

O She Wong Lam fica localizado na 13 Hillier Street, no bairro de Sheung Wan, ilha de Hong Kong.

 

5. Casu marzu, Sardenha, Itália

Para a maioria de nós, a ideia de um prato transbordando de insetos é um excelente indicativo de que ele deve ser jogado fora o mais rápido possível. Mas na ilha italiana de Sardenha, quanto mais larvas melhor quando o prato em questão é o queijo local conhecido como casu marzu. Em sua produção, são utilizadas larvas da mosca do queijo para que a fermentação seja máxima. Isso dá ao queijo uma pungência que não pode ser comparada nem ao melhor cheddar do mundo.

 

6. Ovos à moda de garotos virgens, Dongyang, China

Ovos fedorentos são um tipo de tema na culinária chinesa. Tem os “ovos seculares” preservados em cinzas e cal, ovos fervidos em chá e ovos de pato cheios de sal de carvão. Mas os mais fedorentos de todos são os chamados “ovos de garotos virgens” de Dongyang, uma cidade com população de 800,000 habitantes na província de Zhejiang, no leste da China. Esses ovos são molhados e em seguida fervidos na urina de meninos na puberdade (o ideal é abaixo dos 10 anos de idade) e por fim são servidos em toda sua glória que cheira a amônia. Os locais dizem que os ovos possuem propriedades incríveis, como por exemplo, prevenir insolação e melhorar a circulação.

Dongyang fica a aproximadamente cinco horas de trem de Xangai.

 

7. Lutefisk, Minnesota, EUA

Os imigrantes noruegueses trouxeram esse prato de peixe seco para o meio-oeste dos Estados Unidos, onde ele se tornou mais famoso do que jamais foi na terra natal. Tão branco quanto um norueguês no meio do inverno de Minnesota, o lutefisk nada mais é do que peixe branco ensopado de soda cáustica até ficar quase translúcido. Seu odor pungente engana um pouco, pois o gosto é um tanto quanto insosso. É a textura perturbadoramente gelatinosa que se torna o verdadeiro desafio para quem decide prová-lo. O lugar clássico para provar o lutefisk é no jantar oferecido por uma das várias igrejas luteranas de Minnesota ou na fraternidade Filhos da Noruega.

O site Lutfisk Lover’s Lifeline (lutfiskloverslifeline.com) possui uma lista sempre atualizada dos jantares de lutefisk oferecidos por todo o meio-oeste.

 

8. Witchetty grub, Austrália

Uma larva do tamanho de uma mão que solta uma gosma amarela e tem gosto de ovos mexidos? Ok, ficamos um tanto quanto curiosos (e mais do que um pouco enjoados). Os aborígenes da Austrália comem esses insetos suculentos desde tempos imemoriais por serem uma excelente fonte de proteínas. As larvas vivem debaixo da terra, onde se alimentam de raízes de árvores em decomposição. Mulheres e crianças eram responsáveis pela escavação dos gordos e retorcidos petiscos, que costumam ser comidos crus. Você não encontrará o witchetty grub no cardápios dos gastropubs de Sydney ou dos bistrôs de Melbourne, por isso pegue uma amostra em um passeio em busca da “bush tucker” (comida nativa australiana) pelo interior do país.

 

9. Porquinho-da-índia, Peru

No Peru, o porquinho-da-índia é comido como se fosse frango ou o peru
Foto por: OSTILL/iStock/ThinkStock

 

Muitos de nós tivemos porquinhos-da-índia como animais de estimação. Tão fofos! Tão peludos! Adoravam mordiscar a ração e tirar uma soneca na serragem. Bem, nos Andes da América do Sul, a terra natal do porquinho-da-índia, os adoráveis roedores são o jantar. Conhecidos no Peru como cuy, os porquinhos-da-índia são comidos assados, grelhados ou fritos. As lanchonetes servem a parte da frente ou a parte de trás do cuy, assim como servem o peito ou a coxa do frango. Isso é bastante apropriado, já que carne de cuy tem um sabor muito parecido com aves domésticas como frango e peru.Além disso, comer cuy é muito mais ecológico do que comer carne bovina, já que a criação de porquinhos-da-índia produz apenas uma pequena fração do carbono produzido na criação de vacas.

Na cidade de Cusco, o nome do restaurante Kusikuy (Calle Suecia 339) significa “porquinho-da-índia feliz” em Quechua. Talvez ele não seja tão feliz assim.

 

10. Durian, Cingapura

O durian possui um aspecto pouco convidativo
Foto por: Yamtono_Sardi/iStock/ThinkStock

 

Palavras que não combinam com comida, como “aguarrás”, “meias sujas”, “privada” e “corpo em decomposição” surgem com uma frequência perturbadora quando tentam descrever essa fruta muito popular do sudeste asiático, conhecida como “rei das frutas”. Do tamanho de uma bola de boliche, com espinhos assustadores e verdes, o durian parece uma arma medieval. Mas seu verdadeiro poder é seu cheiro, algo tão forte que é proibido carregar o durian no transporte público em Cingapura. Abra o durian e prove sua carne amarela e cremosa, você será recompensado com um sabor doce e estranho, entre pudim de baunilha e cebola. Essa é a definição de comida que só é boa depois de provar algumas vezes.

O local preferido de alguns cingapurianos para comprar durian no país é o Kong Lee Hup Kee Trading, localizado em Pasir Ris.

Este artigo foi publicado em Março de 2015 e foi atualizado em Março de 2015.