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Pergunte aos especialistas: para onde ir em junho

Salvador: em clima de Copa

A temporada de festivais começa animada em junho, quando a Europa, a América do Norte e outras partes do mundo estão se aquecendo para o verão. Quem viaja para regiões da África Subsaariana, por sua vez, pode tirar proveito dos dias mais frescos e secos, além de avistar exemplares únicos da vida selvagem.

Essa é uma ótima época do ano para explorar a Costa Turquesa da Turquia, observar a Via Láctea do alto das dunas do Deserto de Namibe e abrir caminho em meio à névoa de incenso nas ruazinhas de Macau.

Esteja você em busca de um mega festival de música ou de um brinde com vinho arroz em uma tradicional casa comunal de Bornéu, os especialistas em destinos da Lonely Planet têm sugestões para a sua próxima aventura.

Namíbia

O ar do deserto refresca-se na Namíbia em junho, o que equivale a temperaturas diurnas agradáveis e noites claras e frias. Estas, por sua vez, são sinônimo de observação de estrelas, com uma vista livre do céu, que mostra exatamente por que a Via Láctea ganhou esse nome.

Seu clima mais ameno também faz de junho um dos poucos meses em que se pode fazer trilhas no segundo maior cânion do mundo, o do Rio Fish. A trilha de 85 km, que leva vários dias percorrendo o pé desse abismo com profundidade de 550 m e largura de 27 km, é uma das melhores da África. Escalar as dunas em Sossusvlei, que estão entre as mais altas do mundo, também fica bem mais agradável no clima menos quente. Paradoxalmente, apesar da queda da temperatura, a paisagem também fica mais seca em junho, o que força os animais a se reunirem próximos a fontes de água. Nas águas do Parque Nacional Etosha, você verá elefantes, rinocerontes, giradas, hienas, leões, zebras e outras dezenas de espécies matando a sua sede – é uma dança como nenhuma outra.

Matt Phillips –Editor de destinos na África Subsaariana. Para segui-lo no Twitter:@Go2MattPhillips.

Duna em Sossusvlei (vontade de deslizar!)

 

Sarawak, Ilha de Bornéu, Malásia

Coincidindo com o início da estação seca, o mês de junho testemunha o mais importante festival de Sarawak. Resgatando antigas tradições indígenas, o GawaiDayakvê suas casas comunais abrirem as portas por muitos dias de celebração da colheita do arroz, e os visitantes são convidados a participar de danças tradicionais ou, ao menos, a fazer alguns brindes com vinho de arroz.

Enquanto Gawai Dayak oferece o melhor sabor “tradicional” de Bornéu, a baixa umidade e menor possibilidade de chuva também convidam a explorar as áreas verdes de Sarawak, como o SemenggohWildlife Centre, onde orangotangos em risco de extinção – a maioria deles órfã – podem ser vistos brincando nas majestosas árvores do Parque Nacional Bako, um dos melhores lugares para avistar macacos-narigudos em seu habitat natural. Ambos ficam próximos a Kuching, e a cidade mais estilosa de Bornéu é a base perfeita para as suas aventuras.

Sarah Reid–Editora de destinos no sudeste da Ásia. Para segui-la no Twitter: @sarahtrvls.

Parque Nacional Bako, Sarawak

 

Salvador, Bahia, Brasil

Se você estiver no Brasil na Copa do Mundo da FIFA (daqui a uma semana!), passe alguns dias explorando os belos cenários e sons de Salvador, onde as vibrantes culturas africana, portuguesa e indígena se mesclam.

A terceira maior cidade do país foi a primeira capital do Novo Mundo Português e ainda hoje exibe a mistura da colorida arquitetura colonial, igrejas reluzentes e ruazinhas de paralelepípedo que formam o pano de fundo de cerimônias de candomblé e rodas de capoeira, tudo embalado pelo ritmo intoxicante dos tambores afro-brasileiros.

Você poderá escolher entre os festejos que começam a partir de 10 de junto, entre os quais a Festa de Santo Antônio, em que moças rezam por maridos para o santo padroeiro do casamento. Não perca o Terreiro de Jesus, a Igreja e Convento São Francisco e o vibrante centro histórico do pelourinho, um Patrimônio Mundial declarado pela Unesco. Próximo a Salvador, prove do esplendor do Oceano Atlântico na Praia do Forte – o clima litorâneo da Bahia é quente o ano todo, e há pouca chuva nos meses de inverno.

MaSovaida Morgan –Editora de destinos na América do Sul. Para segui-la no Twitter:@MaSovaida.

Macau

Um clima festivo toma conta de Macau em junho, quando celebração é o que não falta. A diversificada história colonial de Macau resultou em uma mistura de tradições e religiões, como o Festival de Barco Dragão (sport.gov.mo/zh/sites/dragonboat), em 2 de junho, quando equipes de remadores disputam uma corrida em barcos decorados, em formato de dragão, pelo Lago Nam Van. Dizem que Macau tem formato de flor-de-lótus, fato este celebrado no Festival da Flor-de-Lótus (14 a 22 de junho), quando as ruas e os templos se enchem de pétalas coloridas e a flor homenageada entra nos cardápios.

Junho também tem a Festa de Na Tcha (no dia 15). Neste dia, uma névoa de incenso toma conta das ruas, enquanto a estátua de Na Tcha, o deus taoista da proteção, desfila junto com dançarinos vestidos de dragão, tambores e gongos. O desfile ondula do Templo de Na Tcha, na antiga Macau, até as afastadas ilhas de Taipa e Coloane.

Megan Eaves–Editora de destinos no norte da Ásia. Para segui-la no Twitter: @megoizzy.

Macau e sua belíssima torre

 

Caminho da Lícia, Turquia

A Costa Turquesa da Turquia se aquece em junho, mas o sol ainda não atingiu o seu pico. Siga as etapas dos 500 km do Caminho da Lícia a pé, passando por ruínas antigas, florestas de pinheiros e gloriosas praias. Não se esqueça de levar botas/tênis resistentes e confortáveis. Há acampamentos pelo caminho, ou você pode se hospedar em uma cidade e visitar a rota em excursões de um dia (visite cultureroutesinturkey.com/c/lycian-way para ver mapas).

Ölüdeniz é um bom ponto de partida, com trilhas íngremes saindo dos hotéis de luxo até o intocado Vale das Borboletas e sua bela praia, passando pela pequenina Falaya. Mais ao sul na costa, Patara pode reivindicar o título de praia preservada mais longa da Turquia, além de ter algumas das melhores ruínas da Lícia. Ou, se você estiver em busca de conforto, Kalkan tem alguns dos melhores restaurantes do Caminho, entre os quais o excelente Korsan Fish Terrace.

JoCooke – Editora de destinos na Península Ibérica e Turquia.Para segui-la no Twitter: @JoannaCooke1.

Oludeniz - simplesmente demais

Ruínas históricas em Patara

 

Chicago, EUA

Chicago está bombando. Com arranha-céus reluzentes, uma safra de novos hotéis elegantes e o auge da revolução culinária, nunca houve um momento melhor para visitar a Cidade dos Ventos. E, após um dos piores invernos já registrados, os habitantes locais mal podem esperar pelo verão e um calendário repleto de eventos.

Há festivais para todos os gostos em junho – literatura, comédia, LGBT – mas o mais interessante é o Chicago Blues Festival (choosechicago.com/chicago-blues-festival), de 13 a 15 de junho. Esse é o maior festival gratuito de blues do mundo, com quatro dias da música que deu fama à cidade.

O ano de 2014 também celebra o centenário do Wrigley Field, um dos mais amados e antigos estádios de beisebol dos Estados Unidos. Ele abrigará uma temporada de jogos e também de festas, então não haverá momento melhor para se acomodar na arquibancada com um delicioso cachorro-quente à moda de Chicago (lembre-se: sem ketchup) na mão para assistir aos Chicago Cubs tentado quebrar seu jejum de vitórias importantes de 105 anos. Vai, Cubs!

Dora Whitaker –Editora de destinos no leste dos Estados Unidos. Para segui-la no Twitter:@dorawhit.

Chicago, a cidade dos ventos

 

Zagreb, Croácia

Junho é uma época fantástica para se visitar a capital da Croácia, Zagreb – o tempo está esquentando (com uma temperaturas máximas em torno de 25°C), os cafés ficam movimentados e os festivais enchem as ruas de pessoas. O Cestis D’Best (cestisdbest.com) atrai artistas de rua de todo o mundo, transformando a cidade em um circo a céu aberto entre 5 e 11 de junho; já o Ljeto na Strosu (ljetonastrosu.com), que acontece entre maio e setembro, transforma o arborizado centro da cidade em um encontro cultural, com cinema ao ar livre, concertos e instalações de arte.

O maior festival de música da Croácia, oINmusic (inmusicfestival.com), é uma grande celebração de três dias à beira do lago que atrai várias bandas famosas (de 23 a 25 de junho) – neste ano, entre as mais renomadas estão The Black Keys, com alguns prêmios Grammy no currículo, e a lendária Pixies, de rock alternativo. Os ingressos são ridiculamente baratos (apenas 48 euros pelos três dias, ou 69 euros incluindo o acampamento), a infraestrutura é excelente (você pode fazer aula de ioga, nadar, tomar banho quente e ainda usar o wi-fi gratuito) e a localização, ao lado do Lago Jarun, é tão próxima do centro da cidade que é fácil e sair e voltar quando quiser.

Anna Tyler –Editora de destinos no sul da Europa. Para segui-la no Twitter: @go_AnnaT.

Zagreb: ainda mais linda vista por cima

Este artigo foi publicado em Junho de 2014 e foi atualizado em Novembro de 2014.