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5 cidades que você precisa conhecer no Leste Europeu

Liubliana, na Eslovênia

O Leste Europeu é uma usina de arte, história e arquitetura, e seus museus, festas e galerias de padrão internacional impressionam até mesmo os connaisseurs mais ansiosos. As principais atrações rangem sob o peso de sua herança. Com diversidade dramática, o Leste Europeu continua a ser uma experiência de visão através do espelho em oposição às certezas do Ocidente. Visitar essa região é uma garantia de muitas aventuras; ela é surreal, empolgante e surpreendente. Conheça um pouco mais de algumas das belas cidades do Leste Europeu.

 

Sarajevo, Bósnia e Herzegovina

Catedrais e mesquitas se espalham por Sarajevo
Foto por: 
Orhan Çam/ThinkStock

 

Nos anos 1990, Sarajevo esteve à beira da aniquilação. Hoje, é uma cidade vibrante mas muito calorosa, notável pelos contornos atraentes e pelo clima de encruzilhada entre o Oriente e o Ocidente.

Além das ruas de paralelepípedos do Baščaršija, ou “bairro turco”, as íngremes encostas de um vale são cobertas de casas com telhados vermelhos e pontilhadas de incontáveis minaretes, que sobem pelas montanhas forradas de verde. A oeste, a cidade se esparrama por mais de 10km por Novo Sarajevo e o sombrio bairro de Dobrijna, repleto de prédios cravejados de balas. No extremo oeste, limite das linhas de bonde, o rico bairro de Ilidža dá à cidade seus últimos floreios verdes. No inverno, Bjelašnica e Jahorina (a menos de 30km de distância) oferecem esqui com o melhor custo-benefício da Europa.

A melhor forma de sentir a cidade é caminhar pelos calçadões e majestosas avenidas da velha Sarajevo e subir as ladeiras pitorescas de Bjelave e Vratnik para admirar as vistas panorâmicas. Já os principais museus o levarão à bem mais moderna e comercial região de Novo Sarajevo e ao distante bairro de Ilidža, repleto de parques.

 

Varsóvia, Polônia

Praça do Castelo, em Varsóvia
Foto por: Ingram Publishing/ThinkStock

 

Varsóvia (Warszawa, em polonês; var-chá-va) pode não ser a mais bela cidade da Polônia,

mas não há como negar seu dinamismo. Como frenética capital e o centro empresarial da nação, Varsóvia é lar de restaurantes e casas noturnas que competem com os de qualquer cidade europeia em número.

No entanto, é verdade que Varsóvia pode dar trabalho. O centro se espalha por uma área ampla, um pouco distante da atraente mas turística Cidade Velha, e as ruas abarrotadas de carros e cercadas de edifícios de concreto podem ser pouco sedutoras.

 

Vilna, Lituânia

Centro Velho de Vilna no verão
Foto por: 
Krivinis/ThinkStock

 

Vilna, a beldade barroca do Báltico, é uma cidade de muitos encantos. Tão bela quanto bizarra, ela ocupa com facilidade o topo da lista de atrações do país, atraindo turistas com charme confiante e um brilho dourado e cálido que faz desejar longas noites de verão o ano todo.

No coração da cidade fica o maior centro velho barroco da Europa, tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1994. O horizonte, matizado com (quase) incontáveis pináculos de igrejas ortodoxas e católicas, mais parece uma cama de pregos gigante quando visto de um balão. Reforçando o charme, há travessas de paralelepípedos, vistas de morros, Estados separatistas e ateliês de artistas tradicionais.

Vilna parece pequena, mas isso pode ser enganador, já que o alastramento suburbano que cerca o centro velho é uma confusão tipicamente soviética de trânsito ruidoso, concessionárias de veículos e concreto.

A cidade é compacta e é fácil caminhar para a maioria das atrações. Quem fica por apenas alguns dias quase não sai do centro velho, onde barracas de presentes e lojas de grife brigam por atenção com um acervo valioso de joias arquitetônicas. Fique mais um pouco e o centro novo – com museus, lojas e agito à beira-rio – o chamará.

 

Liubliana, Eslovênia

Vista da bela Liubliana
Foto por: 
kasto80/ThinkStock

 

A capital e maior cidade da Eslovênia também é uma das cidades mais verdes e uma das capitais mais agradáveis da Europa. O trânsito é restrito no centro, deixando as margens do verde-esmeralda rio Liublianica, que corre pelo coração da cidade, livres para pedestres e ciclistas. No verão, os cafés colocam mesas ao longo do rio, o que cria um eterno ar de festa de rua. O mestre da arquitetura minimalista do início do modernismo Jože Plečnik decorou Liubliana com pontes e ornamentos, postes e pirâmides de alabastro que são elegantes e divertidas ao mesmo tempo. Os museus, hotéis e restaurantes estão entre os melhores do país.

A forma mais fácil de conhecer Liubliana é a pé. A parte mais antiga da cidade, com os edifícios e atrações históricas mais importantes (incluindo o Castelo de Liubliana), fica na margem direita do Liublianica. O centro, com uma porção de museus e galerias, fica na margem esquerda do rio.

 

Tallinn, Estônia

Vista aérea de Tallinn
Foto por: SeanPavonePhoto/ThinkStock

 

Tallinn funde o moderno e o medieval em um ambiente vibrante e singular. A cidade é uma mistura tóxica de pináculos de igreja seculares, arranha-céus de vidro, palácios barrocos, praças ensolaradas com cafés e ciclovias que levam a praias e florestas – com alguns remanescentes soviéticos para dar em pouco de tempero.

A joia da coroa da capital é o centro velho em dois níveis, um amontoado de torretas, pináculos e ruas sinuosas dos séculos 14 e 15. A maioria dos visitantes vê pouco mais do que esse labirinto de travessas de paralelepípedos e pátios pitorescos, mas a dimensão moderna de Tallinn – com prédios de vidro, shoppings reluzentes, um museu de arte ultramoderno e wi-fi em grande parte da cidade – é uma bela surpresa e um contraponto harmonioso ao fascínio de Velho Mundo da cidade.

Tallinn se estende ao sul da baía de Tallinn, no golfo da Finlândia. Ao sul da baía fica o centro velho (Vanalinn), coração da cidade, dividido entre Cidade Alta e Cidade Baixa. A Cidade Alta, no morro de Toompea, foi o centro de poder medieval e abriga o parlamento. A Cidade Baixa, no sopé do Toompea, ainda é guarcida por 2,5km de muralhas.

Um cinturão de parques ao redor do centro velho segue a linha dos fossos defensivos originais da cidade. Irradiando desse núcleo antigo fica o centro novo, dos séculos 19 e 20.

Há uma infinidade de atrações no centro velho para ocupar seu tempo – são tantas que apenas uma fração dos visitantes transpõe as muralhas medievais.

 

 

Esta matéria faz parte do guia Leste Europeu, da Lonely Planet.

Este artigo foi publicado em Maio de 2015 e foi atualizado em Maio de 2015.

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