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10 ótimos bares literários em Nova York

Nova York tem diversas opções de bares incríveis

por Andy Murdock

Bebidas e livros têm uma afinidade natural: os dois ficam bem em uma prateleira de madeira, os dois são feitos para serem consumidos e, para o bem ou para o mal, escritores tenderam a gravitar em direção a certos bares durante os anos.

Aqui estão dez dos melhores bares com passado e presente literário de Nova York, variando desde bares comuns até refúgios mal iluminados de escritores boêmios e lugares onde apenas autores de best-sellers podem pagar mais que uma bebida.


Pete's Tavern (Flatiron)

Essa taverna escura e atmosférica tem todas as características de um clássico nova iorquino – teto com painéis decorados, madeira entalhada e ar de história literária. Pete’s Tavern primeiro abriu as portas em 1864, o autor americano O’Henry era um frequentador regular do local – o bar, na época conhecido como Healy’s, até apareceu em um de seus contos. Hoje o bar atrai a todos, desde casais saindo do teatro e expatriados irlandeses até os sérios estudantes da NYU.


Blue Bar – The Algonquin (Midtown)

Durante a década de 20, o histórico Hotel Algonquin, em Midtown, foi o ponto de encontro de escritores locais bem conhecidos, jornalistas e atores que se intitulavam a ‘Távola Redonda Algonquina’. Eles se encontravam quase todo dia no bar – isso incluía pessoas como Dorothy Parker, George S. Kauffman, Robert Benchley, Heywood Broun e o fundador da The New Yorker Magazine, Harold Ross. O Blue Bar atrai historiadores literários sedentos por uma bebida, mas controle-se. Os coquetéis não são gentis para a carteira (duas bebidas podem te deixar 40 dólares mais pobre).

Independente de qual bar você escolha, Nova York tem opções infinitas para todos os gostos
Foto: johnandersonphoto/ThinkStock


White Horse Tavern (West Village)

Conhecido como o bar onde Dylan Thomas bebeu momentos antes de morrer, o White Horse Tavern também foi frequentado por outro Dylan (o Bob), isso para não mencionar Anaïs Nin, Norman Mailer, Hunter S. Thompson e Jack Kerouac. Kerouac foi expulso do bar várias vezes e escreveu que uma vez viu ‘Vá para casa, Kerouac’ rabiscado nos urinóis (em algumas versões da história é ‘Jack, vá para casa’ ou ‘Vá para casa, Jack’, até hoje escrevem variações da frase na parede).



The Half King (Chelsea)

Um bar e restaurante cujos donos são escritores parece a receita para desastre (principalmente quando um deles é o autor de A Tormenta), mas o Half King fielmente nega ironias fáceis. Tendo como donos Sebastian Junger, Nanette Burstein e Scott Anderson, o Half King criou uma mistura bem-sucedida de um bar confortável e o esconderijo à luz de velas de um escritor. As leituras semanais têm como atrações alguns dos principais escritores da atualidade.

 

Bemelmans Bar – Carlyle Hotel (Upper East Side)

Com o nome do autor e ilustrador do clássico infantil Madeline, o bar Bemelmans possui a única arte exposta ao público de Ludwig Bemelmans, o mural Central Park, que enfeita o salão de coquetel art déco. Procure elefantes patinando no gelo e coelhos fazendo piquenique no Central Park. Um trio de jazz toca toda noite às 21h30 (21h aos domingos e segundas). Chegue antes desse horário para evitar pagar a taxa de lotação.

 

Sardi’s (Theater District)

Muito conhecido como o restaurante e bar coberto por caricaturas de celebridades (e ocasionalmente pelas próprias celebridades), o Sardi’s também contém atributos para aqueles com uma queda por livros. Heywood Broun, da Távola Redonda Algonquina, também encontrou tempo para ser membro do Clube do Queijo do Sardi’s, um grupo de jornalistas, críticos e agentes que se encontravam com frequência no Sardi’s e que incluía pessoas de renome como Walter Winchell, Ward Morehouse e Ring Lardner.


Kettle of Fish (West Village)

O Kettle Fish mudou de lugar várias vezes desde a abertura em 1950, quando ficava em cima do lendário Gaslight Café, adquiriu uma clientela interessante (Dylan, Kerouac, Hunter S. Thompson, entre outros) e herdou história ao longo do caminho. Hoje é um bar comum, um bar onde assistir a esportes, um bar gay e um bar literário boêmio, tudo junto em um aconchegante porão – talvez também seja o seu bar?

Experimente os drinks mais diferentes na sua empreitada
Foto: ©Sivan Askayo/Lonely Planet 

 

McSorley’s Old Ale House (Lower East Side)

O McSorley’s tem servido cerveja desde 1854 (mais ou mesmo), mas só permitiu a entrada de mulheres em 1970. Ainda é um bar predominantemente masculino (mas também bastante turístico), pouco mudou durante as múltiplas fases hippie, não hippie e tão-não-hippie-que-acaba-sendo-hippie. Não importa o que queira pedir, você acaba com dois canecos de cerveja. Frequentadores notórios como Joseph Mitchell, E. E. Cummings e Brendan Behan, sem mencionar dois presidentes (Lincoln e Teddy Roosevelt) também acabaram com dois canecos de cerveja (Abraham era o único que talvez conseguisse se livrar).



KGB Bar (East Village)

Mesa-redonda grunge Algonquina do East Village, o bar KGB tem atraído tipos literários para as leituras que ocorrem regularmente desde o começo dos anos 90. Mesmo quando não tem nenhum artista no local, o bar, que é como um salão pouco iluminado, é um bom lugar para relaxar. Uma escada acima, o Red Room mira a elegância de um speakeasy (estabelecimento que vendia bebidas ilegalmente durante a lei seca) com um piano vertical e banquetas de couro. Também possui atrativos menos literários, como trios de jazz e shows burlescos.

 

Old Town Bar (Flatiron)

Datado de 1892, o Old Town Bar faz jus ao nome com o piso de azulejo original e o teto com painéis decorados ao estilo antigo. Diferente dos outros dessa lista, o Old Town Bar possui um repertório moderno de grandes da literatura, já que entre os clientes está o falecido Frank McCourt (procure a cópia autografada de As Cinzas de Angela que fica em uma das mesas). Fãs de Madonna devem se lembrar dela saboreando um cigarro que foi aceso por um solícito funcionário do Old Town Bar no clipe de Bad Girl (1992) (também aparece Christopher Walken na sua segunda melhor cena envolvendo um relógio de bolso).

Este artigo foi publicado em Agosto de 2015 e foi atualizado em Agosto de 2015.

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