Esfahan

Atrações em Esfahan

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  1. Madraseh-ye Chahar Bagh

    Essa madrasa foi construída entre 1704 e 1714 como parte de um grande complexo que incluía um caravançarai (hoje o Hotel Abbasi) e o Bazar-e Honar, e é um dos edifícios mais importantes em Esfaha. Infelizmente, está fechado ao público durante quase todo o ano (exceto durante o noruz). A entrada para estudantes é através de uma porta imponente de madeira e prata na rua Chahar Bagh Abbasi. No interior, há um jardim interno arborizado rodeado por dois andares de varandas que conduzem aos quartos dos estudantes. Também há uma sala de oração com um mihrab espetacular, dois belíssimos minaretes da dinastia Safávida em Esfahan, além de lindos mosaicos e uma bela cúpula. 

  2. Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

    (entrada US$0.50) 

    A riqueza de detalhes dos mosaicos de azulejo azul e a arquitetura de proporções perfeitas da época do Império Safávida fazem dessa mesquita um monumento visual impressionante,retrato da imaginação de Abbas I e das habilidades do seu arquiteto. 

    A construção da mesquita começou pelo seu magnífico portal de entrada em 1611, que demorou quatro anos para ser concluído. As pequenas imperfeições na simetria desse portal, aparentemente perfeito, são propositadas e pretendem demonstrar a humildade do artista em relação a Alá. Foi apenas em 1629,  último ano do reinado de Abbas I, que a cúpula e a mesquita foram inauguradas. Desde então, pouco mudou.

    Apesar de todos os elementos da mesquita serem verdadeiras obras de arte, é a unidade da obra o que mais impressiona. No entanto, o objetivo original do famoso portal de entrada tinha mais a ver com a sua localização na praça do que com ambições espirituais: sua função era ser um contraponto ao portal Qeysarieh, na entrada do Bazar-e Bozorg. As pedras da base são de mármore branco de Ardestan e o portal em si, com cerca de 30 m de altura, está decorado com magníficos moarraq kashi (mosaicos islâmicos com desenhos geométricos, motivos florais e caligrafia) feitos pelos melhores artistas da época. Os espetaculares nichos, que lembram estalactites, possuem um complexo padrão de favos de mel, e cada painel tem o seu próprio design.

    Apesar do portal ter sido construído virado para a praça, a mesquita é orientada para a Meca, e um pequeno corredor curvo conecta a praça até o jardim interno, com uma piscina para abluções e quatro imponentes iwans. O jardim interno possui belíssimas varandas cobertas emolduradas com haft rangi (azulejos pintados) azul-escuro e amarelo. Cada iwan conduz a um santuário abobadado. Os santuários a leste e oeste são decorados com motivos florais especialmente detalhados, sobre fundo azul.

    A entrada do santuário principal está no iwan sul. Encontre um local tranquilo para se sentar e contemple a riqueza do teto abobadado com padrão rosa dourado (o cesto de flores) rodeado por círculos concêntricos de intricados mosaicos sobre fundo azul-escuro. O teto interior tem 36,3 m de altura, mas o exterior chega a 51 m, devido à cobertura dupla utilizada na construção. O espaço oco entre eles é responsável pelos ecos que se ouvem quando alguém pisa nas pedras pretas sob o centro da cúpula. Apesar dos cientistas terem medido até 49 ecos, apenas 12 deles são audíveis para o ouvido humano, o que é mais do que suficiente para se ouvir alguém do outro lado da mesquita. O mirabe e o minbar (o púlpito de uma mesquita) também são muito bem desenhados.

    O santuário principal oferece belas vistas para os dois minaretes turquesa sobre o portal de entrada. Cada um deles está rodeado por varandas projetadas, decoradas com caligrafia geométrica com os nomes de Maomé e Ali.

    A leste e a oeste do santuário principal estão os jardins interiores de duas madrasas. Ambas oferecem uma bela vista da cúpula principal: um belo espetáculo de azulejos azul-turquesa. 

  3. Pontes sobre o rio Zayandeh

    Existem poucas formas melhores de passar a tarde do que passear ao longo do rio Zayandeh e atravessar suas pontes históricas. Esses passeios são especialmente agradáveis no final da tarde e no início da noite, quando a maior parte das pontes está iluminada. No total, 11 pontes (seis novas) cruzam o rio Zayandeh, e todas menos uma das pontes do período Safávida se situam a leste da rua Chahar Bagh St – a exceção é a pequena Pol-e Marnan (ponte Marnan) – mas a maior parte das pessoas se dá por satisfeita com um passeio de Pol-e Si-o-Seh (ponte Si-o-Seh) até Pol-e Khaju (ponte Khaju Bridge) .

    Tradicionalmente, os esfahanis dão uma pausa nas suas tarefas diárias para tomar chá e fumar  narguilé em uma das casas de chá tradicionais nas pontes de Khaju, Chubi e Si-o-Seh. Infelizmente, a maior delas fechou nos últimos anos, e apenas a casa de chá Pol-e na parte norte de Pol-e Si-o-Seh permanece aberta.

    Especulam-se vários motivos para esse encerramento. Alguns habitantes dizem que as autoridades fecharam as casas de chá devido a questões de preservação do patrimônio (com receio de que as grandes botijas de gás utilizadas para aquecer água pudessem explodir e danificar as pontes). Outros estão convencidos de que a ascensão ao poder de conservadores religiosos é a causa para o fechamento das casas de chá, visto que esses são locais populares de socialização entre homens e mulheres.