Catalunha

Atrações em Catalunha

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  1. Castell de Montjuïc

    O ameaçador Castell (castelo ou forte) domina, a sudeste, os pontos altos de Montjuïc, oferecendo uma vista ampla do Mediterrâneo. Sua estrutura atual data do final do século XVII e do século XVIII. Na maior parte de sua história obscura, foi usado como ponto de observação da cidade, prisão política e local de execuções. Nele, foram mortos anarquistas no final do século XIX, fascistas durante a guerra civil e, posteriormente, republicanos. O castelo é cercado por uma rede de valas e muros (o que deixa clara sua posição estratégica em relação à cidade e ao porto).

    Existem planos para a criação, nos próximos anos, de um centro internacional da paz no castelo, assim como de uma mostra sobre a história do local. Enquanto isso não acontece, pode-se ver uma modesta exposição temporária em um dos bastiões do castelo, à direita, assim que você entra. Chamada Barcelona Té Castell (Barcelona tem um castelo), explica um pouco da história do lugar e detalha planos para o seu futuro.

    Mas a melhor parte desse passeio é a vista para o mar, o porto e a cidade que se tem do castelo e dos arredores.

    Quem fala catalão ou espanhol pode fazer tours guiados grátis no forte aos sábados e domingos (11h30 em catalão, 13h em espanhol). É possível, ainda, agendar tours em grupo, também em inglês e francês.

  2. La Rambla

    Carcado por ruas de tráfego restrito e plátanos, o meio da Rambla é um largo bulevar para pedestres, lotado todo dia até a madrugada por uma mistura de barcelonins e turistas. Pontuada de cafés, restaurantes, quiosques e bancas de jornais, e animada por artistas de rua, mímicos e estátuas vivas, a Rambla é diversão eterna.

    Seu nome vem do córrego (raml, em árabe) sazonal que havia aqui. A partir do início da Idade Média era mais conhecido como Cagalell (Córrego de Merda) e até o século XIV ficou fora dos muros da cidade. Prédios monásticos foram então construídos e subsequentemente, do século XVI ao início do século XIX, surgiram as mansões das famílias ricas. Extraoficialmente, a Rambla é dividida em cinco partes, o que explica algumas pessoas a chamarem de Las Ramblas:

    1. La Rambla de Canaletes: é o ponto de encontro dos torcedores do FC Barcelona quando o time ganha um campeonato.  O nome foi dado graças a uma fonte de água potável da virada do século XX. Hoje, muitas pessoas afirmam que quem bebe da fonte vai voltar a Barcelona.
    2. La Rambla dels Estudis ou La Rambla dels Ocells: conhecido por seu mercado de pássaros (ocells).
    3. La Rambla de Sant Josep ou La Rambla de les Flors: é repleta de barraquinhas de flores. É nessa parte que se encontra o agitado mercado de alimentos Mercat de la Boqueria,
    4. La Rambla dels Caputxins ou La Rambla del Centre: ao sul dessa parte, no lado leste, a Rambla se torna mais barra-pesada, com ocasionais clubes de strip-tease e peep show.

    La Rambla de Santa Mônica: o nome vem do convento de Santa Mônica, que hoje abriga uma galeria de arte e o Centre d’Art Santa Mônica.

  3. La Sagrada Família

    A obra-prima inacabada de Gaudí é uma das igrejas mais visitadas da Europa, e não à toa. Ela inspira medo e fascínio com sua enorme verticalidade e com todo o minucioso trabalho (cenas bíblicas esculpidas, principalmente) que cobrem a sua fachada. Dentro, o ambiente é um pouco futurista, lembrando uma nave espacial. Seu término está previsto para alguma data entre 2020 e 2040.

  4. Park Güell

    Ao norte de Grácia e cerca de 4 Km da Plaça de Catalunya, o Park Güell é fruto da experiência de Gaudí com o paisagismo. É um lugar estranho e encantador, onde a paixão de seu criador pelas formas naturais realmente alçou voo – a ponto de o artificial quase parecer mais natural que o próprio natural.

    O Park Güell nasceu em 1900, quando o conde Eusebi Güell comprou uma colina arborizada fora de Barcelona e contratou Gaudí para criar ali uma cidade miniatura com residências para os ricos. Fracasso comercial, o projeto foi abandonado em 1914. Mas, antes disso, Gaudí criou – em seu estilo inimitável – 3 Km de estradas e passeios, degraus, uma praça e duas portarias. Em 1922, a cidade comprou o terreno para transformá-lo em parque público.

    Na parte interna, logo depois de passar pela entrada principal na Carrer d’Olot – imediatamente reconhecível pelas duas portarias “João e Maria” –, fica o Centre d’Interpretac no Pavelló de Consergeria, antiga casa do zelador cheia de curvas que hoje abriga uma mostra sobre os métodos de construção de Gaúdí e a história do parque. Há belas vistas no último andar.

    A partir da entrada, degraus protegidos por um dragão/lagarto coberto por mosaicos (cópias são vendidas em lojas de suvenir da cidade) levam à Sala Hipóstila (também conhecida como Templo Dórico), uma floresta com 88 colunas de pedra (algumas inclinadas como árvores que se curvam com o peso do tempo) inicialmente planejada para ser um mercado. À esquerda há uma galeria cujo teto e colunas de pedra retorcidas dão o efeito de um claustro sob as raízes das árvores – um tema que se repete em muitos lugares do parque. Sobre a Sala Hipóstila fica o amplo espaço aberto cujo destaque é o Banc de Trencadís, banco de ladrilhos que se curva sinuosamente seguindo seu perímetro, que foi projetado por um dos colegas mais próximos de Gaudí, o arquiteto Josep Maria Jujol (1879-1949).

    A construção á direita é a casa-Museu Gaudí, onde ele viveu a maior parte de seus últimos 20 anos (1906-1926). Ela contém mobília feita por ele.

    A maior parte do parque ainda está revestida de vegetação, mas há muitas trilhas. As melhores vistas são do cruzeiro de Turó del Cavari, no canto sudoeste.

    Saindo da estação Lesseps do metrô, placas indicam a direção do parque. Da estação Vallcarca, o caminho é um pouco mais curto e a ladeira é facilitada por escadas rolantes. O ônibus 24 deixa você em uma entrada próxima à parte alta do parque.

  5. Teatre-Museu Dalí

    Um edifício roxo e rosa com estátuas do Oscar estilizadas, bem no meio de uma cidadezinha? Isso só pode significar uma coisa: Dalí! Nascido em Figueres em 1904, o artista criou esse teatro-museu (nome perfeito para a experiência), que abrange uma parte importante de toda a sua obra. O lugar, impressionante desde o lado de fora, é cheio de truques, surpresas e ilusões, bem no estilo de uma das mentes mais férteis do século 20.