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As Melhores Cidades para LGBTQI+s na América do Sul

As Melhores Cidades para LGBTQI+s na América do Sul

Nomadic Boys

Aventuras esperam o viajante LGBTQI+ na América do Sul: vá nessa direção para encontrar lindas paisagens naturais, maravilhas impressionantes e algumas das festas mais animadas do mundo. Embora a maior parte dos países sul-americanos sejam bastante católicos e mantenham uma mentalidade bastante conservadora, muitos desses destinos estão evoluindo para abraçar melhor suas comunidades LGBTQI+, particularmente a Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia e partes do Chile.


Os autores admirando a vista em Buenos Aires © Nomadic Boys / Lonely Planet

Abaixo nós compilamos uma lista das melhores cidades para LGBTQI+s na América do Sul. Destinos onde viajantes gays, queers e trans encontrarão comunidades animadas e muita coisa a explorar.

Buenos Aires, Argentina

Apesar de ser um país muito católico, a Argentina é socialmente liberal em comparação com a maior parte dos seus vizinhos – foi o primeiro país na América do Sul a legalizar o casamento gay em julho de 2010 e a lei também inclui direitos totais a adoção.

Consequentemente, é um dos lugares mais gay-friendly da América do Sul. Todo ano em novembro a cidade organiza uma grande parada do Orgulho LGBTQI+ que atrai mais de 100.000 pessoas. E o governo também investe e apoia a comunidade LGBTQI+ – uma conferência sobre negócios gays e turismo LGBTQI+ chamada Network360 acontece todo ano em agosto, junto com a semana BADiversa, que inclui diversos festivais, eventos e shows.

Os viajantes não devem perder o mercado de domingo em San Telmo, onde encontrarão apresentações de tango nas ruas e, claro, várias lembrancinhas para comprar. Se você precisar de um descanso do agitado mercado, pare no Pride Café, o lugar perfeito para alguns drinques durante a tarde.


Casais dançam tango no La Marshall há mais de quinze anos © ALI BURAFI / Getty Images

Uma das coisas mais peculiares de Buenos Aires é sua cultura de tango, principalmente o surgimento das milongas (casas de tango) queers na última década. Algo que foi esquecido com o tempo: quando surgiu, no fim dos anos 1800, o tango era inicialmente uma dança entre dois homens. Hoje, vá a uma dessas milongas para aprender a dançar tango e então assista shows com parceiros do mesmo sexo. As duas principais milongas queers são a La Marshall e a Tango Queer, ambas em San Telmo.

Buenos Aires também possui uma grande cena noturna LGBTQI+, com bares e casas noturnas para todos os gostos. Veja um show no Sitges, caia na pista de dança do Glam e explore os três andares do Amerika; O Contramano, na Recoleta, é popular entre os que têm mais de 30 e as semanais “Fiesta Puerca” + “Fiesta Plop!” no Teatro Vorterixm em Palermo são frequentadas pela turma entre 18-25.


Se perca pelas sinuosas ruas da Candelaria, bairro de Bogotá © Krzysztof Dydynski / Getty Images

Bogotá, Colômbia

Bogotá, a agitada capital da Colômbia, passou por uma enorme transição nos últimos vinte anos. Graças a sua diversidade cultural, a sociedade colombiana tende a ser aberta e tolerante, apesar de ser rigidamente católica. Contudo, é bom notar que atitudes machistas ainda persistem com força nas áreas rurais, especialmente perto da costa.

A capital, Bogotá, é um ótimo destino para viajantes LGBTQI+, que encontrarão uma cena receptiva no bairro de Chapinero, lar de recantos gays como os bares/restaurantes El Recreo de Adán e Estación Cafe. O principal destaque da cena gay de Bogotá é a mega casa noturna Theatron, a maior balada LGBTQI+ da América do Sul. O complexo se divide em 13 mini baladas espalhadas por 5 andares e cada uma tem um tema. Todas as salas são abertas nos sábados à noite e a entrada de 48,000 pesos ($16/£12) te permite acessar todas as áreas e inclui open bar até 2h.

Famoso por sua arte de rua, atmosfera estudantil e excelentes museus (como o Museo del Oro) o bairro da Candelaria, no centro de Bogotá, também é uma ótima área a ser explorada.


O letreiro de Montevidéu costuma ser pintado para diferentes eventos, incluindo uma versão arco-íris para o Mês da Diversidade ©Jimmy Baikovicius

Montevidéu, Uruguai

Quando se trata de atitudes liberais, o Uruguai é um dos lugares mais progressistas do mundo. Os direitos gays são respeitados há muito tempo no Uruguai: a homossexualidade foi descriminalizada em 1934; leis antidiscriminação foram aprovadas em 2003; leis de adoção promulgadas em 2009 e o casamento gay foi legalizado no início de 2013. Sendo assim, a sociedade uruguaia é no geral muito receptiva, tolerante e super gay-friendly.

Montevidéu tem a maior comunidade LGBTQI+ do país e sua Marcha por la Diversidad acontece na última sexta de setembro. A cidade também possui ótimos restaurantes e bares LGBTQI+-friendly. Visite o La Pasiva – famoso pela pizza, cerveja e logo um tanto sugestivo; o Pepito, um restaurante bar de donos gays é famoso pela noite semanal de comédia stand-up; o La Fonda, um lugar focado em comida orgânica para dividir, ostenta orgulhosamente a bandeira arco-íris. Nos fins de semana, a maioria começa a noite com drinques no Chains Pub antes de seguir para as baladas da cidade: o Il Tempo ou o Cain. As duas casas noturnas têm go-go dancers e shows de drag queens hilários – a oportunidade perfeita para aprender algumas gírias em espanhol.


Uma cena colorida no bairro de Bellavista em Santiago © John Elk / Getty Images

Santiago, Chile

O Chile avançou muito desde os dias sombrios da ditadura de Pinochet, entre 1973 e 1990, quando um número altíssimo de pessoas LGBTQI+s eram presas e mortas. Em apenas algumas décadas, o Chile rapidamente evoluiu e hoje tem grandes eventos gays e uma forte cultura queer e o país discute agora leis para casamento igualitário. Como sinal de solidariedade em relação a sua comunidade LGBTQI+, o Palacio de la Moneda (a residência oficial do presidente) no centro de Santiago se ilumina com as cores do arco-íris no dia 17 de maio, o Dia Internacional de Combate à Homofobia. A sociedade chilena fora das grandes cidades segue muito conservadora, com forte influência da igreja católica. Contudo, as atitudes estão em mudança lenta.

A cena gay de Santiago é grande e se concentra principalmente na área chamada de Bellavista, que abriga um mix de bares, casas noturnas e restaurantes. Um dos restaurantes mais famosos de Santiago é o Sarita Colonia, de donos gays. A decoração eclética lembra uma viagem de LSD ou Alice no País das Maravilhas e o tema é, segundo o próprio restaurante, “Cozinha Travesti Peruana”- algo que o site deles define como “um tributo à milagreira apócrifa peruana de quem são devotos os imigrantes, prisioneiros, homossexuais, transexuais e travestis, onde a raiva marginalizada é bem-vinda e transformada em um bálsamo para tolerância e respeito.” A comida do Sarita Colonia também é deliciosa.

A vida noturna começa no início da noite nos terraços do popular bar/restaurante Station Bar; O Bar 105 é outra escolha popular graças a seus saborosos pisco sours. Há alguns bares com shows de drag mais à noite. Os mais populares são o Dionisio, o Burdel e o Farinelli. Caso você ainda esteja animado, vá para a pista de dança do Femme ou do Club Soda. Perto de Santiago, você encontra uma das maiores baladas gays de toda a América do Sul, o Il Divino, localizado no balneário de Viña del Mar.

Outro destaque de Santiago é a rica cultura de vinho – a cidade é cheia de bodegas onde você pode parar para experimentar o premiado néctar do Chile. Focada em LGBTQI+s, o Pride Tours Chile vende pacotes para Santiago para viajantes gays que incluem degustação de vinho nas melhores bodegas.

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Matéria por: Nomadic Boys

Este artigo foi publicado em Agosto de 2018 e foi atualizado em Agosto de 2018.

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