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De cultura a aventura: conheça Moçambique

Típico dhow em praia moçambicana

Moçambique é um destino atraente, com litoral cheio de palmeiras, tradições, cultura, vibração e, principalmente, aventura. Esse país enigmático do sudeste africano está fora dos roteiros mais comuns, mas tem muito a oferecer: praias longas ladeadas por dunas; águas azuis –turquesa repletas de cardumes de peixes coloridos; corais bem preservados; arquipélagos remotos ao norte; arrebentação forte no sul; dhows graciosos com velas ondulantes; arquitetura colonial; vida noturna vibrante; vastas áreas de bosques povoados por elefantes, leões e aves em abundância; e um mix cultural infinito e fascinante. Descobrir essas atrações nem sempre é fácil, mas sem dúvida compensa. Venha munido de um pouco de paciência, tolerância com as longas viagens de ônibus e espírito de aventura e mergulhe na jornada de sua vida.

 

Inhambane

Catedral de Nossa Senhora da Conceição
Foto por: 
demerzel21/ThinkStock

 

Em uma localização serena junto ao mar, com avenidas arborizadas, arquitetura em estilo colonial e influências árabes, indianas e africanas, Inhambane é uma das cidades mais charmosas de Moçambique e vale muito a visita. Tem uma história que remonta há pelo menos dez séculos, o que faz dela um dos povoados mais antigos da costa. Também é a porta de entrada para uma bela coleção de praias, incluindo Tofo e Barra.

Além da ambientação geral e da localização na baía, as atrações de Inhambane incluem a Catedral de Nossa Senhora de Conceição, do século 18, perto da orla, a antiga mesquita (1840), também na praia, a nova mesquita, vários quarteirões a leste e o minúsculo museu, perto da nova mesquita.

 

Arquipélago das Quirimbas

O arquipélago das Quirimbas consiste de umas duas dúzias de ilhas e ilhotas distribuídas pelos quatrocentos quilômetros de faixa litorânea entre Pemba e o rio Rovuma. Algumas não têm água e são desabitadas, outras têm histórias tão antigas quanto o próprio arquipélago. Ibo, a ilha mais conhecida, já foi um importante entreposto comercial muçulmano. Hoje, é um lugar fascinante, com ruas largas com palacetes dilapidados e edifícios em ruínas cobertos de musgo. Mesmo sem boas praias perto da cidade, há vários locais isolados em torno da ilha onde se pode nadar.

As outras ilhas são Quirimba, com vastas plantações de coco, Matemo e Medjumbe, ambas com resorts de luxo. Quilaluia hoje é um santuário marinho protegido. Vamizi, Rongui e as ilhas Macaloé fazem parte de um projeto de preservação privado voltado à comunidade.

 

Maputo

Vista noturna dos prédios de Maputo
Foto por: 
Luis-m-Leonardo/ThinkStock

 

Com arquitetura em estilo mediterrâneo, avenidas largas ladeadas por jacarandás, árvores de folhas vermelhas e paisagem litorânea, Maputo sem dúvida é uma das capitais mais atraentes da África. Em meio ao agito, os homens com vestimentas tradicionais, galabiyya, se reúnem na soleira da porta para bater papo, e as mulheres enroladas em capulanas (sarongues) coloridas vendem de tudo, de frutos do mar a temperos, no imenso Mercado Municipal. Ao longo da costeira Av. Marginal, pescadores oferecem os peixes do dia enquanto vendedores de bananas cochilam na sombra. O horizonte é pontilhado de elevações, cafés se alinham nas ruas e há uma gama de ofertas culturais e ótima vida noturna. Não deixe de passar um tempo na cidade antes de ir para o norte.

 

Reserva do Niassa

Cerca de 160 quilômetros a nordeste de Lichinga, na fronteira da Tanzânia, está a Reserva do Niassa, uma vasta área com a maior quantidade de vida selvagem de Moçambique, embora muitas vezes seja difícil (ou mesmo impossível) identificar as espécies. Há elefantes (cerca de 16 mil), antílopes (14 mil), leões (800), búfalos e zebras. Há também leopardos, gnus, hipopótamos e uma população ameaçada de mabecos, e mais de quatrocentos tipos de aves. Entretanto, a crescente caça ilegal em algumas áreas da reserva tem contribuído para que os animais se tornem mais arredios; portanto, vá a Niassa mais pela aventura do que para observar os animais.

 

Lago Niassa (Lago Malauí)

Balsas navegando pelo lago
Foto por: graffio77/ThinkStock

 

O lado moçambicano do lago Niassa é muito menos desenvolvido do que o lado do Malauí, e recebe um fluxo pequeno, mas constante de aventureiros. Quando se aventurar pelo lago, lembre‑se de que tempestades podem surgir repentinamente, em geral com ventos fortes. Metangula é a maior cidade da margem moçambicana, com pouco a oferecer aos viajantes. Oito quilômetros ao norte, numa atraente praia, está a pequena vila de Chuwanga, local para quem quer escapar de Lichinga nos finais de semana.

 

Esta matéria faz parte do guia Sul da África, da Lonely Planet.

Este artigo foi publicado em Julho de 2015 e foi atualizado em Julho de 2015.

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